A picada de um escorpião pode ser fatal, mas cientistas descobriram que o seu
veneno também pode salvar vidas. Pesquisadores vêm usando uma versão sintética do veneno do escorpião-amarelo israelense para tratar o gliobastoma multiforme,
tumor cerebral agressivo difícil de ser totalmente removido só com cirurgia. Dos 14 mil brasileiros diagnosticados ao ano, só 20% têm sobrevida de dois anos após a detecção do tumor. Uma proteína do veneno se liga, seletivamente, às células cancerígenas enquanto evita as saudáveis. Combinado com iodo radioativo e injetado no corpo, o veneno alveja e destrói as células doentes. Resultados preliminares mostraram que o tratamento é seguro e que aumentou a expectativa de vida de alguns
pacientes; um estudo mais amplo, com 54 pacientes, está em curso.
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