Os transtornos de
personalidade não são propriamente doenças, mas anomalias do desenvolvimento psíquico do indivíduo. Os
que apresentam o transtorno anti-social de
personalidade são os que estão mais propensos a cometerem crimes.
Este tipo de transtorno é marcado por uma insensibilidade aos sentimentos alheios. Quando esse grau de insensibilidade é muito grande, o indivíduo pode adotar um comportamento criminoso recorrente e seu quadro assume o efeito de
psicopatia.
Apenas a explicação genética não seria suficiente, porque depende de predisposição, portanto o meio influiria na prática criminosa.
Hare realizou uma pesquisa na qual se a pessoa tem mais de 30 pontos num total de 40 (2 ponto para cada) dos traços dos descritos abaixo ela seria considerada uma psicopata:
1) Loquacidade/charme superficial
2) Auto-estima inflada
3) Necessidade de estimulação/tendência ao tédio
4) Mentira patológica
5) Controle/manipulação
6) Ausência de remorso ou culpa
7) Afeto superficial
8) Insensibilidade/falta de empatia
9) Estilo de vida parasitário
10) Frágil controle comportamental
11) Comportamento sexual promíscuo
12) Problemas comportamentais precoces
13) Falta de metas realísticas a longo prazo
14) Impulsividade
15) Irresponsabilidade
16) Falha em assumir responsabilidade
17) Muitos relacionamentos conjugais de curta duração
18) Delinquência juvenil
19) Revogação de liberdade condicional
20) Versatilidade criminal
Homicídio sexual seriado:
Segundo um estudo feito por Stone, 86,5% dos serial killers sexuais seriados tinham os critérios de Hare.
Apesar da maioria apresentar história de vitimização na infância, existem alguns sádicos que não têm história de abusos na infância. O desejo pelo domínio e controle seria básico nestes serial killers de característica sádica.
Quanto a possibilidade de tratamento, a maioria dos serial killers revela-se psicopata, ou seja, sem tratamento.