Apesar das várias opções de verduras, legumes e frutas que o país planta e exporta, o
brasileiro se alimenta mal. Os tradicionais arroz, feijão e carne são uma boa opção para suprir as necessidades de macronutrientes - proteínas, gorduras e carboidratos -, mas o
prato predileto nacional não fornece quantidade suficiente de micronutrientes de que o corpo precisa diariamente. O
estudo foi realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e envolveu 2.420 pessoas com mais de 40
anos, de todas as regiões do país e de todas as
classes sociais. Elas tiveram de dizer o que haviam comido nas 24 horas anteriores. "Foi uma fotografia do prato brasileiro", diz o médico Marcelo Pinheiro, um dos líderes do estudo. A verdade é que aqui se segue, cada vez mais, o mau exemplo americano: muita gordura e poucos nutrientes. E, ao contrário do que se pensava, apenas 3% da população acima de 40 anos pode ser enquadrada como subnutrida: 60% dos entrevistados, representantes das classes A e B e 52%, das C, D e E, estão acima do peso.
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