TABAGISMO
O
tabaco é responsável por perturbações graves na saúde dos
fumadores, com encurtamento e degradação da qualidade de vida, assim como danos sérios nas pessoas que os rodeiam (fumadores passivos). Um cidadão (fumador) que seja consciente e conhecedor de que os seus direitos terminam quando começam os direitos dos outros, deverá abster-se de fumar junto dos não fumadores.
Terá o fumador direito de fumar em casa junto do cônjuge ou dos filhos?
Terá a grávida o direito de fumar? Terá o fumador o direito de fumar no local de trabalho?
Um cidadão consciente e com sentido ético certamente não o fará!
O sector masculino ainda continua a ter o predomínio dos fumadores, uma relação que tem vindo a reduzir-se pelo facto das raparigas fumarem mais do que os rapazes.
Será como que a emancipação das mulheres, mas pela negativa, à custa de um maior risco cardiovascular, até porque o tabagismo associado à pílula anticoncepcional significa um risco cardiovascular acrescido. O consumo prolongado do tabaco desencadeia problemas sérios a nível pulmonar, com perturbações na qualidade de vida (bronquíticos tabágicos, com tosse crónica, expectoração, dificuldade respiratória, cor azulada), sendo também responsável pela incidência do cancro do pulmão, mas é a nível da aorta e das artérias dos membros inferiores que surgem problemas, com perturbações circulatórias.
Também a nível das artérias coronárias (artérias que irrigam o músculo do coração), o tabaco é responsável por enfarte do miocárdio e sobretudo pela morte súbita.
MUDE DE ATITUDE
•Não fume junto dos seus filhos – eles gostam de imitar os pais;
•Respeite o ambiente dos colegas de trabalho;
•Respeite o filho que tem no útero, que não pode fugir da
nicotina que lhe está a injectar no sangue. É evidente que quase todos os fumadores gostariam de
deixar de fumar, mas essa não é uma tarefa fácil, não só pelo grau de habituação causado pela nicotina, mas pela componente psicológica.
Para deixar de fumar é necessário conhecer os riscos do tabaco, construindo a partir daí a motivação, que terá de ser forte, para o abandono.
Existem pastilhas de nicotina e sistemas transdérmicos, que podem ajudar na tentativa de abandono, mas uma grande força de vontade será o factor mais decisivo nesta batalha contra o tabaco. É mais fácil não começar a fumar do que deixar de fumar.
Está nas mãos dos pais e dos educadores uma intervenção atempada junto dos jovens sobre os malefícios do tabaco, explicando-lhes a relação causa/efeito entre os factores de risco e a doença cardiovascular.
TENHA UM CORAÇÃO MAIS SAUDÁVEL
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