MENINGITE
Processo inflamatório das membranas que envolvem e protegem o cérebro e a medula espinhal.
Esta é uma doença que é por vezes considerada uma doença da criança, o que é errado. Todos nós, inclusive adultos, podem ter a doença, apesar de a criança ter algumas características particulares que a tornam mais susceptível.
Existem vários tipos de
meningites, com diferentes graus de gravidade, e que podem ser causadas por diversos
agentes infecciosos que vão desde vírus a fungos, protozoários e bactérias, sendo estas últimas as responsáveis pelas formas mais graves e com maior risco de vida.
As meningites virais são de longe as mais frequentes e, em geral, evoluem com menor gravidade.
As meningites bacterianas impõem a necessidade de um tratamento precoce, para evitar sequelas. Entre as bactérias as mais relevantes são os chamados meningococus, pneumococus e haemophilus influenzae tipo b, variando obviamente de acordo com a idade da criança e seu contexto clínico.
CONTÁGIO O contágio é feito por gotículas de saliva expelidas pela tosse ou espirros. É importante salientar que mesmo quando somos saudáveis o nosso organismo não é estéril, ou seja, há muitos microrganismos que “habitam” o nosso corpo sem que nos causem doença.
Em relação a algumas das bactérias potencialmente causadoras de meningite acontece o mesmo e, por isso, muitos de nós podemos ser portadores destas bactérias sem que tenhamos qualquer doença. A meningite só
ocorre se essas bactérias atingirem o sistema nervoso central.
SINTOMAS O período de incubação vai de dois a dez dias.
A doença meningocócica evolui em três etapas: nasofaríngea, septicémica ou meningococcémica e meningítica.
A fase nasofaríngea é normalmente pouco sintomática, mas é o ponto de partida para as formas evolutivas da doença.
Os sinais gerais são: febre, mal-estar, falta de apetite, náuseas e vómitos. A fase septicémica ou meningococcémica caracteriza-se pelo aparecimento da febre, calafrios,
dores musculares e toxémia. Geralmente, aparecem lesões cutâneas purpúreas.
O último estágio evolutivo da infecção é a meningite meningocócica, em que ocorre a inflamação das meninges, com fortes dores de cabeça, dores no pescoço e nas costas, rigidez na nuca, confusão mental, etc.
O corpo, assume posturas de defesa contra a dor, para evitar o estiramento doloroso dos nervos que saem da medula espinhal. Pode ocorrer ainda aumento ou diminuição do ritmo cardio-respiratório.
TRATAMENTO Na meningite viral, o tratamento é dirigido aos sintomas da criança e a atitude deve ser de vigilância. Nestes casos não há tratamento específico mas a evolução é em geral favorável.
Na meningite bacteriana, a criança deve ser colocada em isolamento e medicada com antibióticos adequados. Este tratamento é feito invariavelmente em meio hospitalar.
PREVENÇÃO Só a vacinação permite prevenir a criança de alguns dos agentes causadores de meningite.
As
vacinas são de facto protectoras, reduzindo o número de casos de meningite na população, mas não conferem uma protecção total, uma vez que existem outros agentes que podem causar meningite e que não são prevenidos pela vacina.
A grande desvantagem das vacinas são o seu custo, que nem sempre está ao alcance de todas as famílias.
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