Estudo associa exposição ao
tabagismo ainda no período pré-natal e na infância a risco elevado de desenvolvimento de
psoríase Com o objetivo de investigar a relação entre a psoríase, desordem dermatológica inflamatória crônica comum, e o tabagismo, Arathi R. Setty e colegas desenvolveram um estudo prospectivo ao longo de 14 anos. Para isto,
identificaram o status do tabagismo, a duração, intensidade, interrupção e exposição ao tabagismo passivo em 78.532 mulheres do Nurses Health Study II. Os resultados foram publicados na edição de novembro do
American Journal of Medicine.
Segundo o artigo, 887 participantes foram diagnosticadas com psoríase. "Comparado ao daquelas que nunca haviam fumado, o risco relativo
multivariado (RR) da psoríase foi de 1,78 para os que ainda
fumavam e de 1,37 para os que haviam sido fumantes", diz. Quando a comparação foi feita com as não-tabagistas, os autores identificaram um RR multivariado de 1,60 para aquelas que fumavam de 11 a 20 maços por ano e de 2,05 para aquelas que fumavam 21 maços ou mais por ano. Por fim, os
pesquisadores compararam às que nunca haviam
fumado e identificaram RR multivariado de psoríase de 16,61 para aquelas que haviam parado de fumar há menos de 10 anos, 1,31 para as que haviam parado entre 10 e 19 anos e 1,15 para 20 anos ou mais. Vale destacar que os autores verificaram um risco elevado de psoríase associado à exposição ao tabagismo ainda no período pré-natal e na infância (tabagismo passivo).
Com base nos resultados da análise, os pesquisadores concluem que fumar ou ter fumado e medidas cumulativas relacionadas ao tabagismo estão associados à incidência de psoríase. " O risco de psoríase incidente entre ex-fumantes diminui, após 20 anos de interrupção, para quase o mesmo patamar daqueles que nunca fumaram", dizem.
Agência Notisa (jornalismo científico - science journalism )
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