•FIBROMIALGIA Síndrome de
Fibromialgia é o termo médico que define uma condição clínica complexa de causa desconhecida e que é caracterizada por
dor músculo-esquelética difusa e crónica, acompanhada de um cansaço extremo (fadiga que não melhora com o repouso), perturbações do
sono, perturbações cognitivas, entre outros
sintomas.
Embora seja de etiologia desconhecida, aponta-se como origens possíveis, perturbações do sistema nervoso, do estado psíquico, do sono e também do músculo.
O que sabemos, é que não há dúvida que na fibromialgia há uma alteração do sistema de controlo da dor.
Nos doentes com fibromialgia, parece haver uma história de depressão durante a sua vida e dos seus familiares, superior à dos indivíduos normais, assim como, pode, também haver níveis de stress diário mais elevado nos indivíduos afectados do que nos indivíduos normais.
A fibromialgia tem uma prevalência de 2%, ou seja, num determinado momento existem 2% de indivíduos da população em geral com fibromialgia.
A Fibromialgia tem sido apresentada sob vários nomes ao longo dos anos: Fibrosite (1904), Miofibrosite (1929), Síndrome Fibrosítica (1952), Síndrome Fibromiálgica , entre outros. Foi adoptado o nome de Fibromialgia apartir de 1981.
Esta foi classificada pela Organização Mundial de Saúde em 1990 com o código M79.0, tendo sido reconhecida em 1992 como uma doença reumática.
As queixas dos indivíduos afectados com a doença, podem ser ligeiras ou graves, definindo assim um espectro funcional que vai do mero incómodo até à incapacidade para manter um emprego remunerado, às actividades domésticas ou mesmo para desfrutar o convívio com a família e com os amigos, o que torna a doença heterogénea nas suas manifestações.
Apesar da Fibromialgia poder apresentar-se de uma forma extremamente dolorosa e incapacitante, ela não causa deformação.
OS SINTOMAS PRINCIPAIS NA FIBROMIALGIA SÃO: •Dor;
•Fadiga;
•Distúrbios do sono;
•Rigidez;
•Perturbações cognitivas;
•Perturbações gastrointestinais;
•Dores de cabeça;
•Hipersensibilidade química;
•Outros sintomas comuns: Dormência e formigueiros nas extremidades, intolerância ao frio, sensação de secura na boca e olhos, alergias, depressão, ansiedade, alterações de humor, dor torácica não cardíaca, tonturas, zumbidos nos ouvidos, visão turva ou desfocada, edema subjectivo e disfunção temporo-mandibular entre outros.
Estão mais propensos a sofrer de fibromialgias •Os indivíduos do sexo feminino;
•As pessoas que em história familiar de fibromialgia;
•Indivíduos que tiveram anteriormente doenças dolorosas;
•Individuoas que tiveram previamente doenças cujo prognóstico foi causa de preocupação;
•Indivíduos que têm processos laborais relacionados com a dor.
TRATAMENTO Não existe um tratamento especifico para a fibromialgia.
A atitude mais eficaz parece ser uma combinação de
apoio emocional com terapêutica não farmacológica e farmacológica.
Tratamento não farmacológico: •Engloba a educação do
doente e, se possível, de um familiar que convive com o doente, acerca da fibromialgia e dos factores que condicionam positiva e negativamente;
•Apoio psicológico; Exercício aérobico de fortalecimento muscular sem despertar dor ou cansaço e sempre precedidos de aplicação de calor;
•Estimulação eléctrica transcutânea;
•Correcção das alterações estáticas e posturas;
•Manutenção do corpo quente;
•Aplicação de calor húmido;
•Massagens;
•Exercícios de estiramento e de melhoramento da sua amplitude de movimentos.
Tratamento farmacológico:
•Antidepressivos empequenas doses;
•Quando a dor é intensa, analgésicos potentes ou anti-inflamatórios não esteróides; •Hipnóticos indutores do sono.
Para melhorar a qualidade e a quantidade do sono, deve passar por se
deitar cedo e sempre à mesma hora; ter o quarto em silencio; não beber café nem álcool, nas horas que precedem o deitar; fazer exercício e técnicas de relaxamento.
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