1. GRIPE AVIÁRIA
A gripe das
Aves é responsável por uma epidemia das aves (a mais importante desde 1925) que afecta(ou) o Japão, Coreia e Vietnam.
Em 1997, ocorreu em Hong-Kong uma epidemia provocada pelo mesmo vírus, nas aves e em seres humanos, que foi controlada pela adopção de
medidas muito rápidas que incluíram o abate sanitário massivo de aves.
Do mesmo modo, a OMS tem apontado o abate rápido e seguro das aves como medida de primeira linha e defesa para protecção internacional da Saúde Pública.
A gripe das aves representa um risco de Saúde Pública humana que não é imediato, uma vez que ao infectar o ser humano não se transmite de
pessoa a pessoa (Não há evidência, até ao momento). É pois um risco diferente do risco da Gripe e completamente diferente da SRA (Sindrome Respiratório Agudo).
As aves, sobretudo as aves migratórias aquáticas, entre elas o pato, são o reservatório natural do
vírus - Tipo A (H5N1) - que, nesta fase, não apresenta factores genéticos que possam ser considerados um risco de epidemias ou de pandemias nos humanos (a primeira evidência em humanos ocorreu em 1997, quando foi estudado).
Actualmente, em especial no Sudoeste Asiático, há o risco de se transmitir das aves para o Homem em consequência de contactos próximos, através da inalação de partículas que transportam o vírus (está directamente relacionada com a promiscuidade que existe nas zonas acima referidas, entre o homem e os animais, neste caso as aves).
O que pode ocorrer é que o
vírus Tipo A (H5N1) ultrapasse a barreira da espécie, das aves para os humanos, sofrendo mutações que levam à transmissão de pessoa a pessoa.
2. O QUE É A GRIPE AVIÁRIA A Gripe Aviária é uma
doença contagiosa de animais causada por vírus que normalmente infectam só aves e, menos comum, suínos. Enquanto todas as espécies de aves são consideradas susceptíveis, as
aves domésticas são
especialmente vulneráveis à infecção que pode rapidamente alcançar proporções epidémicas.
A doença nas aves assume duas formas. A primeira, doença moderada, às vezes manifesta-se com sinais de perturbação das penas ou pela redução de ovos. De maior preocupação, contudo, será a segunda forma, conhecida como
"gripe aviária altamente patogénica". Esta forma, que primeiramente foi reconhecida na Itália em 1878, é extremamente contagiosa nas aves e rapidamente fatal para elas, com uma letalidade de quase 100%. As aves podem morrer no mesmo dia em que os primeiros sintomas aparecem.
3. MEDIDAS DE CONTROLO NAS AVES
As medidas de controlo mais importante são o
abate sanitário de todas as aves infectadas ou expostas, adequada destruição das carcaças, medidas de quarentena e rigorosa desinfecção das quintas.
O
vírus é
inactivado pelo calor
(56º C durante 3 horas ou 60º C durante 30 minutos) e
desinfecções normais, tais como os
compostos formalina e iodo.
Este
vírus pode
sobreviver, a
temperaturas baixas, num estrume containado até, pelo menos,
três mêses. Na
água, o vírus pode sobreviver até
quatro dias a 22º C e mais de 30 dias a 0º C. Para a forma altamente patogénica, os estudos revelam que um simples grama de estrume contaminado pode conter vírus suficiente para infectar 1 milhão de aves.
Restrições sobre o movimento de aves vivas, tanto dentro e entre países, são outra importantes medidas de controlo.
4. COMO SE PROPAGA A GRIPE AVIÁRIA
A doença propaga-se facilmente de exploração eagrícola em exploração agrícola. Grandes quantidades de vírus são
excretados nas fezes das aves infectadas, contaminando poeiras e solo. Os
vírus, por
transmissão aérea, podem propagar a doença de
ave em ave, causando infecção quando o vírus é inalado. O
equipamento contaminado, veiculos, alimentação, gaiolas ou roupa - especialmente sapatos - podem transportar o vírus de quinta em quinta. O vírus pode, igualmente, ser transportado nas
patas e nos corpos de animais, tais como os
roedores, que agem como
"vectores mecânicos" para espalhar a doença. A evidência limitada sugere que as moscas possam também actuar como vectores mecânicos.
Dejectos de animais selvagens infectados podem introduzir o vírus tanto em aves a nível comercial como domésticos. O risco que a infecção seja transmitida dos animais selvagens para os domésticos é maior quando os animais domésticos circulam livremente, partilham a mesma água com animais selvagens, ou utilizam água que possa ficar contaminada pelos dejectos infectados de animais selvagens portadores do vírus.
Os designados
mercados tradicionais, onde os
animais vivos são vendidos junto a multidões e, por vezes, em condições insalubres, podem ser outra fonte de propagação do vírus.
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