AVC - Acidente Vascular Carebral A investigação clínica em relação
aos AVC centra-se basicamente na
identificação dos factores de risco, prevenção, diagnóstico e
tratamento/reabilitação. A preocupação e o tempo que se despende com este
estudo é justificado não só com a grande incidência e prevalência dos AVC, mas
também com as altas taxas de internamento, mortalidade e morbilidade dos
mesmos. É talvez uma das doenças que mais afectam não só o doente, como também
a sua esfera familiar e socio-económica.
O AVC acontece quando há um défice na irrigação sanguínea do cérebro e como
resultado disso, uma parte dele é danificada ou mesmo destruída. A olho nú,
estas lesões manifestam-se por sinais e sintomas neurológicos, que na maior
parte dos casos se prolongam por mais de 24 horas.
A autora
classifica os AVC em três grandes grupos:
- Hemorragia
cerebral - acontece quando se verifica a ruptura de um vaso
do cérebro, muitas vezes como resultado de um acontecimento
emocionante/stressante, ou durante a prática de exercício físico.
- Hemorragia subaracnoideia - AVC hemorrágico que acontece devido à
ruptura de artérias mais superficiais, devido a malformações, aneurismas ou
traumatismo.
- Enfarte cerebral - representa cerca de 80% de todos os AVC. Surge
muitas vezes em doentes sem história prévia de doença, mas que têm um ou mais
factores de risco.
Muitos autores simplificam esta classificação, considerando unicamente dois
tipos de AVC: isquémico e hemorrágico, sendo que este último tem, na maior
parte dos casos, pior prognóstico.
FACTORES DE RISCO
São variados e estão interligados, potenciando-se mutuamente. Muitos
deles estão relacionados com os hábitos e estilos de vida de cada um. De entre
estes factores, salientam-se a idade (mais frequente em idades mais avançadas);
género (os homens são mais afectados do que as mulheres); a raça (os indivíduos
de raça negra têm maior predisposição para desenvolver a doença); hábitos
alcoólicos e tabágicos; excesso de peso; sedentarismo; hipertensão arterial;
doenças cardíacas, diabetes mellitus e hipercolesterolemia.
TRATAMENTO Aquando da fase aguda do AVC, é necessário internamento hospitalar. A
reabilitação funcional é muito importante e deve ser iniciada 48 a 72 horas
após o AVC, de modo a prevenir complicações respiratórias, osteoarticulares,
metabólicas, entre outras.
Durante o período de internamento deve haver uma interacção estreita
entre a equipa de profissionais de saúde e os cuidadores, com vista à
manutenção da reabilitação do familiar no domicílio. Esta reabilitação varia de
indivíduo para indivíduo, tanto em termos de actividades a desenvolver como da
duração dos programas a instituir.