Charles
Darwin, naturalista inglês, nasceu em 12 de fevereiro de
1809, em Shrewsbury. Robert Darwin, seu pai, era Físico,
filho de
Erasmus
Darwin, poeta, filósofo e naturalista. A mãe de Charles,
Susannah Wedgood Darwin morreu quando ele contava apenas oito anos de
idade.
Com dezesseis anos, Darwin deixou Sherewsbury para estudar medicina
na Universidade de Edinburgh. Repelido pelas práticas cirúrgicas sem
anestesia (ainda desconhecida na época), Darwin parte para a
Universidade de Cambridge, com o objetivo (imposto pelo seu pai) de
tornar-se clérigo da Igreja da Inglaterra.
A vida religiosa não agrada a Darwin, e em 31 de dezembro de 1831 ele
aceita o convite para tornar-se membro de uma expedição científica a
bordo do navio Beagle. Assim, Darwin passa cinco anos (1831 a 1836)
navegando pela costa do Pacífico e pela América do sul. Durante este
período, o Beagle aportou em quase todos os continentes e ilhas maiores
à medida que contornava o mundo, inclusive no Brasil. Darwin fora
chamado para exercer as funções de geólogo, botânico, zoologista e
homem de ciência. Esta viagem foi uma preparação fundamental para a sua
vida subseqüente de pesquisador e escritor. Tanto é verdade que na
introdução de seu livro ele assim se refere: "as relações geológicas
que existem entre a fauna extinta da América meridional, assim como
certos fatos relativos à distribuição dos seres organizados que povoam
este continente, impressionaram-me profundamente quando da minha viagem
a bordo do Beagle, na condição de naturalista. Estes fatos (...)
parecem lançar alguma luz sobre a origem das espécies (...) julguei
que, acumulando pacientemente todos os dados relativos a este assunto e
examinando-os sob todos os aspectos, poderia, talvez, elucidar esta
questão".
Em todo o lugar aonde ia, Darwin reunia grandes coleções de rochas,
plantas e animais (fósseis e vivos) enviadas à sua pátria.
Imediatamente, após seu regresso à Inglaterra, Darwin iniciou um
caderno de notas sobre a evolução, reunindo dados sobre a variação das
espécies, dando assim os primeiros passos para a Origem das Espécies.
No começo, o grande enigma era explicar o aparecimento e o
desaparecimento das espécies.
Assim surgiram, em sua cabeça, várias questões: por que se
originavam as espécies? Por que se modificavam com o passar dos tempos,
diferenciavam-se em numerosos tipos e freqüentemente desapareciam do
mundo por completo?
A chave do mistério Darwin encontrou casualmente na leitura: "Ensaio sobre a População", de Malthus.
Depois disso, nasceu à famosa doutrina darwinista da seleção natural,
da luta pela sobrevivência ou da sobrevivência do mais apto - pedra
fundamental da Origem das Espécies.
As pesquisas feitas pelo naturalista durante a viagem abordo do Beagle
é que fundamentaram sua Teoria da Evolução, servindo de base para o
famoso livro Origem das Espécies, cujo título original em Inglês é On
The Origin of Species By Means of Natural Selection (Na Origem das
Espécies – Sob o Conhecimento da Seleção Natural). A obra foi publicada
em 1859, sob o bombardeamento das controvérsias – o que era (é) muito
natural: Darwin estava (está) mudando a crença contemporânea sobre a
criação da vida na Terra.
No livro Origem das Espécies, Darwin defende duas teorias
principais: a da evolução biológica - todas as espécies de plantas e
animais que vivem hoje descendem de formas mais primitivas - e a de que
esta evolução ocorre por "seleção natural". Os princípios básicos da
teoria sobre a evolução de Charles Darwin, apresentados na Origem das
Espécies, são quase que universalmente aceitos no mundo científico;
embora existam controvérsias em torno deles.
A Origem das Espécies demonstra a atuação do princípio da seleção
natural ao impedir o aumento da população. Alguns indivíduos de uma
espécie são mais fortes, podem correr mais depressa, são mais
inteligentes, mais imunes à doença, mais agressivos sexualmente ou mais
aptos asuportar os rigores do clima do que seus companheiros. Estes
sobreviverão e se reproduzirão, enquanto os mais fracos perecerão. No
curso de muitos milênios, as variações levaram à criação de espécies
essencialmente novas.
Após a publicação de sua obra mais famosa, Darwin continua a
escrever e publicar trabalhos na área da Biologia por toda a sua vida.
Ele passa a viver, com sua esposa e filhos, em Downe, um vilarejo a 50
milhas de Londres. Sofre de síndrome do pânico e mal-de-Chagas, o
último adquirido durante sua viagem pela América do Sul. A morte chega
em 19 de abril de 1882. Charles Darwin é sepultado na Abadia de
Westminster.