Para respirar fundo
No inverno, a baixa umidade, a poluição atmosférica e temperaturas variáveis enchem os hospitais de pacientes com sinusite. Causada por vírus, bactérias, inflamações alérgicas ou poluentes que aumentam o volume da mucosa nasal e obstrui a comunicação entre os canais do
nariz, a sinusite favorece a proliferação de germes e fungos na região. A doença pode se tornar crônica, caso os sintomas ultrapassem os três meses: além da congestão nasal, surgem também secreção com pus, redução do olfato, dor e sensação de peso no rosto. Embora utilizem uma gama de antibióticos e antiinflamatórios, algumas pessoas só encontram
alívio após a extração cirúrgica do excesso de tecido da área nasal. É uma cirurgia - padrão considerada agressiva, podendo durar até quatro horas e custa R$ 5mil. E ainda que raras, algumas complicações graves como hemorragia e até cegueira podem surgir.
Uma nova técnica cirúrgica _ a
sinuplastia _ promete ser menos agressiva que a
convencional e mais eficaz que os remédios. Desenvolvida por pesquisadores da Universidade Stanford, ela foi inspirada na técnica usada para desobstruir artérias (angioplastia). Por meio de um cateter, o cirurgião insere um balão flexível até a entrada do
seio da face, região próxima ao nariz. Ao ser expandido, ele restaura a drenagem adequada. Sem cortes ou sangramento, a aplicação em cada seio nasal leva cerca de dez minutos. O paciente volta para casa no mesmo dia, e o preço _ U$ 1.200 _ é menor que a metade do da cirurgia convencional.
Apesar do otimismo, a sinuplastia ainda precisa mostrar resultados consistentes em longo prazo. Daqui a cinco anos poderá ter comprovado os seus benefícios.
Este é o maior avanço na área nos últimos 15 anos, afirmam especialistas americanos. “Há menos traumas para os tecidos e menos cicatrizes. É racional e inteligente, embora seja uma alternativa apenas para casos específicos, que não apresentem graves obstruções e desvio no nariz”.
Nos Estados Unidos, a sinuplastia demonstra, após um ano, ser satisfatória em 90% dos pacientes. No Brasil não há notícia de pacientes que tenham realizado sinuplastia.
Como as informações médicas são rapidamente divulgadas, deverá chegar em breve ao país. (Saúde e Bem Estar – Revista Época, jul/09/2007)
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