Uma investigadora Portuguesa desenvolveu uma
luva de fibras ópticas e
Um sensor que permite
avaliar com exactidão a amplitude dos movimentos e a força dos dedos dos tetraplégicos, constituindo um auxiliar valioso na recuperação destes doentes.Os instrumentos inovadores estão a ser usados nos pacientes com tetraplegia seguidos no Centro de Medicina Fisica e Reabilitação da Região Centro em Cantanhede.
Segundo Mónica Cameirão, investigadora da Universidade de Aveiro, " a luva permite medir a flexão de um determinado dedo e avaliar o movimento em termos quantitativos, através de um software que torna possível obter um registo diário em computador ". Além de permitir avaliar a evolução da amplitude do movimento dos dedos dos tetraplégicos, ou em pacientes com limitações semelhantes, a luva serve como exercício terapêutico. Todos os anos surgem cerca de 300 novos casos de lesões vertebro-medulares,estimando-se que sensívelmente metade corresponda a tetraplegias.Esta lesão a nível da medula cervical provoca paralisia dos membros inferiores e superiores. Na maioria dos casos, as tetraplegias são traumáticas, variando as causas com a faixa etária: enquanto nos jovens, o principal motivo da lesão são os acidentes de viação, nos mais idosos elas resultam sobretudo de quedas.
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