Há muitos anos, no Brasil vivemos momentos onde, pelos mais diversos motivos econômicos, sociais e ideológicos, problemas
vitais como moradia, alimentação, segurança, educação e saúde, são solucionados pela via mais indigna e injusta: a esterilização em massa.
No dia 08 de dezembro de 2006, em um dos últimos atos do seu governo, Rosinha Garotinho sancionou a lei autorizando na rede pública de saúde do Estado a esterilizar cirurgicamente. Os
hospitais públicos federais, estaduais e municipais estão sucateados; os profissionais não tem condições de um trabalho
digno e recebem um salário vergonhoso sobretudo quando comparados aos do Legislativo e Judiciário; o doente e paciente deve esperar meses para uma consulta médica e depois, ao invés de receber justa e gratuitamente a medicação para seu restabelecimento físico, deve recorrer às farmácias, já que nos hospitais não há verbas para esse serviço.
A integridade física da mulher e do homem estão sendo violentados sem considerar se
a esterilização está realmente solucionando os problemas sociais das camadas mais pobres ou se está provocando novas doenças nesta camada populacional.
Concluo considerando que não há verba para um serviço público de saúde digno no Brasil.
Sobra dinheiro, no entanto para campanhas de iniciação sexual precoce como vêm ocorrendo nas escolas e através da mídia
. Qual será então a razão para o alto índice de gravidez na adolescência?