Câncer, a esperança das terapias- alvo. A primeira vez em que se falou em “guerra contra o câncer” foi em 1934, em um artigo da revista médica British Medical Journal. Passados 73 anos, a guerra parece não ter fim. Seria o câncer um inimigo invencível ? O caminho do triunfo, aqui tem de ser pavimentado com paciência e muita, muita química despejada sobre o tumor. Essa era a certeza que dominava os 30.000 médicos presentes ao encontro anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, realizado recentemente em Chicago. Hoje é possível traçar o perfil genético de diversos tumores, como os de mama e de pulmão. Essas informações, aliadas à análise genética do próprio paciente, levaram à criação de remédios bastante específicos. Tão específicos que se fala até na criação de tratamentos individualizados – a atual meta na guerra contra o câncer. Ou seja, identificar que remédios funciona melhor para um determinado grupo de pacientes com características semelhantes. Esses medicamentos, também conhecidos como biológicos, agem de forma inteligente, impedindo a proliferação das
células tumorais sem afetar as células saudáveis. Seus representantes mais difundidos são: Erbitux (cabeça e pescoço), MabThera (linfoma), Herceptin (mama), Nexavar (rim), Glivec (leucemia), Sutent (rim) e
Avastin (intestino). “Entramos em uma nova era da
medicina personalizada, em que múltiplas estratégias terapêuticas estão sendo combinadas” diz Antonio Carlos Buzaid, diretor-geral de oncologia do Hospital Sírio-Libanês. “O objetivo final é associar apenas medicamentos biológicos eliminando a quimioterapia do rol de tratamento do câncer” afirma David Cameron, professor de oncologia da Universidade de Leeds, Inglaterra.
Texto de
Anna Paula Buchalla Publicado na Revista Veja, edição 2013, ano 40, n. 24, 20 de junho de 2007, pp. 107 a 110.
Mais sinopses sobre Câncer, a esperança das terapias-alvo.