Este constitui mais um assunto de alta relevância na história da oncologia, o qual sugere um alto nível de
conhecimento cientifico, para que então se possa tratar de forma certa e adequada, sempre levando em consideração a paciente nos aspectos físicos, psíquicos e sociais. O
carcinoma vulvar é o quinto em freqüência, entre as neoplasias malignas. O conhecimento da existência de lesões precursoras dessa neoplasia
tem motiva
uma maior preocupação dos profissionais no exame fisico. Entre as patologias vulvares que merecem atenção especial, destacam-se as alterações epiteliais devido à sua alta freqüência e possível associação com o carcinoma vulvar invasor.Estima-se que 20% das mulheres apresentam sintomas relativos à doença há mais de 1 ano. Muitas dessas mulheres teriam passado por médicos que não diagnosticaram o blastoma, simplesmente prescreviam medicações locais. A detecção precoce do tumor favorece sobrevida e maior e melhores condições de locais na reconstrução cirúrgica após vulvectomias. Ao longo deste trabalho, podemos descrever a importância do estudo desse tipo de câncer, suas reais perspectivas de cura e suas devidas intervenções. Câncer (medicina), crescimento tissular, provocado pela proliferação contínua de células anormais, com capacidade de invasão e destruição de outros tecidos. O câncer é um processo de múltiplas etapas, no qual uma série de erros genéticos irreversíveis ocorre numa célula do corpo durante a vida do paciente. Os primeiros estágios (chamados de iniciação) são críticos para o estabelecimento do processo. O câncer de vulva, é um distúrbio do crescimento celular, ou seja, um crescimento anormal, das células e tecidos da região vulvar, causados por exposições à carcinógenos ou de origem genética. Certos fatores são capazes de provocar câncer em uma determinada proporção de indivíduos a eles expostos. Entre estes, encontram-se a hereditariedade, os vírus, as radiações ionizantes, os produtos químicos, as alterações do
sistema imunológico e fatores ambientais. Diversos fatores associados a uma incidência aumentada, incluem doenças concomitantes, como hipertensão, diabetes, doença cardiovascular, obesidade, câncer de colo uterino, menopausa precoce e irritação vulvar crônica (SHIRLEY, 2002). O câncer é a segunda causa de morte por doença no Brasil, perdendo apenas para as doenças cardiovasculares. Provoca cerca de 10% do número de óbitos registrados a cada ano. No ano de 1998, estimava-se que seriam diagnosticados 269 mil novos casos de câncer, com 107.950 mortes. O carcinoma vulvar representa cerca de 5% de todas as neoplasias ginecológicas. A neoplasia intra-epitelial vulvar (NIV) ocorre com mais freqüência em mulheres idosas. Os locais onde o carcinoma vulvar mais acomete são os grandes lábios, pequenos lábios e o clitóris. Por outro lado, pesquisas mostram que cerca de 15% de todos os cânceres de vulva ,está se tornando freqüente em mulheres abaixo de 40 anos. Muitas dessas jovens têm carcinomas com invasão inicial associadas a NIV difusa na pele da vulva. As neoplasias da vulva são classificadas como carcinoma de células escamosas, carcinoma de células basais, adenocarcinoma e melanoma maligno. Cerca de 90% de todas as neoplasias da vulva são carcinomas de células escamosas. Manifestações clínicas, o prurido é o sintoma mais comum e acontecem em quase 70% das mulheres. É geralmente de longa duração o que nos faz pressupor possível caráter oncogênico das vulvopatias crônicas que acompanham Os sintomas mais freqüentes, juntamente com suas porcentagens, são respectivamente:Prurido, 69%;Tumor, 44,8%;Dor, 24,1%;Ferida, 17.2%;Sangramento, 6,6%;Edema, 5,2%;Disúria, 5,2%;Ardor, 3,4%. Ao exame ginecológico a lesão ,nota-se um maior comprometimento, principalmente à direita. Vários estudiosos, contudo descrevem que a localização da mesma, na maioria das vezes é esquerda. N o carcinoma in situ o aspecto esbranquiçado é mais predominante e aparece em 22,2% dos casos. Em relação a todos os tumores, o tamanho do neoplasma era maior em 5cm em 22,4%. Em apenas 34,5%, o tamanho situava-se entre 0,5 e 2cm. A propósito, os tumores menores que 1cm, raramente se acompanham de metástases linfonodais.Local do tumor:Pequeno lábio direito, 38%;Grande lábio direito, 32,7%;Pequeno lábio esquerdo, 31%;Clitóris, 27,5%;Grande lábio esquerdo, 20,7%;Fúrcula, 15,5%;Períneo, 8,6%.Há uma tendência a multicentricidade nos carcinomas de vulva, assim como na mama, vagina e colo uterino. O exame ginecológico é de grande importância e deve ser rigoroso, para que seja vista a possibilidade de achados de tumores multicêntricos, na vagina e no colo do útero. Deve ser feito também o toque retal, pois ajuda na avaliação de linfonodos pélvicos comprometidos, e no estudo da situação dos paracolpos e paramétricos. Faz-se necessário de inspeção minuciosa de toda a vulva no exame gineclogico, onde deverá ser a biopsiada. O instrumento de melhor observação é o colposcopia e o exame é a vulvoscopia, onde identifica toda a extensão da lesão. Para a realização do exame, utilizamos a instalação de acido acético a 5% seguida de um exame sistemático do intróito vaginal, dos pequenos e grandes lábios, do clitóris, da uretra tuminal e da região perineal e perirretal O diagnostico clínica merece confirmação pelo estudo anatomopatológico, para a confirmação e implementação da assistência. A pesquisa de metástases inclui cistóscopia, proctoscopia, clister opaco, pielografia intravenosa, linfangiografia, tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RMI). O estadiamento do carcinoma vulvar é feito clinicamente.
Mais sinopses sobre O Câncer de Vulva