Palavras de nosso Exc. Ministro da Cultura.
Não
acredito que seja possível erguer no Brasil uma República sem um Estado
bem equipado e democrático. O Estado foi e continua sendo o mais amplo
contrato social vigente no mundo. Uma República sem Estado, ou com estado
Mínimo, como alguns defendiam na década passada, não teria como garantir
direitos e corrigir desigualdades. Foi o que vimos no passado. Uma república
sem Estado é como aquela encenada no filme brasileiro Tropa de Elite, uma
falsa república, feita de armas, cordões de isolamento, uma república
vestida de preto, de luto, feita de violência e baseada num setor público
desmontado. Ou seja, um país não republicano.Ao chamar os investimentos que planejamos de "gastos" tentando tirar
legitimidade de políticas públicas e suprimi-las de vez da ação do Estado,
forças políticas do país
tentam puxar o Brasil para trás. Tentam, mas não
conseguem e não conseguirão. Acredito que aqueles que publicamente vetaram a
CPMF vão ser lembrados historicamente - nem tanto pela CPMF - mas pelas
teses equivocadas que foram proferidas para embasar essa decisão contra a
cidadania dos
brasileiros. Não
votaram contra a CPMF - afinal, isso foi uma
criação deles. Votaram sim contra uma ação de Estado que se
fortalece no
enraizamento social; que se fortalece ao
construir um novo modelo de
desenvolvimento com a inclusão de milhões de brasileiros; que se fortalece
ao construir políticas públicas por meio de instituições representativas e
democráticas como esta.
Concordo plenamente com meu Exc. Ministro.
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