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Resumos e revisões curtas

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Olavo de Carvalho

por : aqquino    

Autor : Tiago Tondinelli
OLAVO DE CARVALHO E A MENTALIDADE REVOLUCIONÁRIA
Se você for um sujeito que começou a fazer um curso de nível acadêmico
no Brasil e, em especial, na área de humanas, você, certamente, terá uma das duas reações ao acabar de ler este artigo: na primeira hipótese, dará algumas risadas e pensará que realmente tudo que já lhe falaram por aí nos bancos universitários é um "pé no saco" misturado com uma ajuda mútua que cansa os olhos embebidos no espírito esquerdista. Na segunda hipótese, pensará que a inquisição deveria se reformular no Brasil para prender esse "radical" ou "reacionário" com o sobrenome de "Carvalho".
Presumo que eu me encontre no primeiro grupo, já que meu desconforto em relação ao "esquerdismo ideológico" , filho supremo da universidade brasileira, nunca deixou de chorar nos meus ouvidos. Este filho se tornou um adulto voraz e titânico após as leituras que fiz dos textos do filósofo Olavo de Carvalho.
Bem, este breve artigo versará sobre o ponto central das coisas que li de Olavo que se encontram em dois de seus livros ( O Jardim das Aflições e O Imbecil Coletivo ) e nos textos dispersos pelo seu ótimo site: www.olavodecarvalho.org o qual recomendo uma olhadela bem intencionada daqueles que estiverem com os olhos atentos até este ponto do artigo.
O binômio político-filosófico: "direita X esquerda" é um lugar comum continuamente verificado em inúmeros momentos da educação brasileira em geral e que transcende os bancos escolares invadindo os meios de comunicação e, até mesmo, as relações familiares. Como esquerda, muita gente, de forma despropositada, entende o sentimento de revolta e de mudança, a força juvenil que, nas palavras de Maquiavel, devido à sua audácia, atrai as mulheres e nega a mesmice do que já foi repetidamente afirmado no passado em busca de um futuro promissor e vigoroso. O termo direita, ao contrário, dentro desta mesma perspectiva canhestra, é visto como atributo dos "velhos papais e mamães" que não aceitam que a filha tome anticoncepcionais ou fume maconha de forma "social" nas festas promocionais, ou seja, refere-se ao brocardo "conservador" indevidamente aproximado de algo "feio" ou "atrasado" , termos confirmados na mentalidade de muitos intelectuais e professores capengas brasileiros.
Olavo, de forma clara, demonstra a invalidade desta classificação míope quando se refere à necessidade de pensar o termo "conservador" como sendo o sujeito que, antes de propor mudanças, pisando em todas as instituições presentes, causando crimes terríveis em busca de um futuro ideal e incerto, propõe uma séria reflexão racional que respeita as experiências e ensinamentos oriundos do passado e amalgamados na história da humanidade com o nome de tradição.
Ora, todo sujeito que promova modificações radicais no presente assumindo para si ou para o grupo ao qual pertença a posição de "salvador místico da pátria" ou de "portador da salvação futura", representa o ideal do revolucionário que é um sério problema para a continuidade saudável da humanidade. Este “iluminado” promove a destruição de todas as instituições que não lhe convêm, mata centenas ou milhares de pessoas, engana multidões com ideais maquiados e promove o fim dos valores tradicionais sem nenhum tipo de remorso tal qual estivesse em uma  feira dominical e simplesmente deixasse de levar cenoura e, no lugar, comprasse tomates.
O revolucionário se aproxima do idealista esquizofrênico que centraliza todas as suas ações naquilo que lhe parece a verdade futura a qual, muitas vezes, se mistura com sua auto-afirmação egoísta causando atitudes de nível político-social terríveis como o nazismo na Alemanha, o fascismo italiano e o comunismo soviético.
Olavo não cai também em um maniqueísmo simplista colando a noção de esquerda com a de revolucionário apenas, mas deixa bem claro que, apesar do movimento comunista em geral e esquerdista em linguagem popular serem os grupos que mais "colaram" o ideal revolucionário em suas ações, qualquer tipo de radicalização ideal, até mesmo a de um extremismo de direita, pode gerar atitudes revolucionárias quando promova a total destruição dos valores tradicionais.
Essa posição de Olavo que parte de uma observação de várias obras do pensamento ocidental e, em especial, do Príncipe de Maquiavel, bate de frente com várias posições políticas tanto de governos de grandes nações quanto em relação a atitudes de grupos de criminosos como as FARC e outros com "ares de bom moço" como as ONGs.
Dentro desta perspectiva, Olavo demonstra, a partir do estudo das chamadas "atas do Foro de São Paulo",  que há um grande "esquema" de dominação ideológico-política estruturada pelos partidos de esquerda da América Latina (como o PT e o PC do B) e pelos grupos criminosos e narcotraficantes (como as FARC). Estas entidades, pautadas no ideal da "amoralidade" política e da finalidade de poder, vêm, há algum tempo, se organizando com políticas públicas ora obscuras, ora claras para propor uma "revolução" . É esta atitude a comprometedora da liberdade e da autonomia racional das pessoas e se baseia na  falta de noção crítica da grande massa que é facilmente manipulada.
Esta situação não é simplesmente uma posição filosófica sobre uma "teoria abstrata", mas é comprovada continuamente na própria formação universitária brasileira onde, na maioria das vezes, apenas os autores, que fazem parte do esquema revolucionário e que buscam a total destruição da "moral e da tradição ocidental", são considerados como clichês fundamentais. Não se faz um curso de Direito sem ler o pensamento revolucionário do Foucault de Vigiar e Punir ; não se pensa em Pedagogia sem ler a Pedagogia do Oprimido do Paulo Freire; não se fala em Filosofia senão direta ou indiretamente nas barbas da Escola de Frankfurt e, é claro, a Economia não é Economia sem Marx. Se houver alguma tentativa de pensarmos em autores de magnitude fundamental, mas avessos à tradição revolucionária, como E. Voegilin, Russell Kirk, Mário Ferreira dos Santos, Zubiri, Antônio Paim, entre outros, automaticamente há um descarte direto e uma ação, muitas vezes de natureza neurótica do professor e dos próprios alunos “companheiros”.
A necessidade de propor uma revisão na leitura dos livros didaticamente enfiados na cabeça dos alunos pelo pensamento revolucionário, bem como, empreender uma séria observação nas atitudes políticas de vários países como a Venezuela de Chaves e a Bolívia do Evo não é simplesmente fazer uma análise do cotidiano do que lemos e estudamos, mas, antes disso, pensarmos em nossas próprias ações em relação a sonhos, esperanças, propostas e promessas que, diante do espelho (da vida) fazemos diariamente. Este espelho pessoal nos faz, na maioria das vezes, sorrir para o pouco que sabemos, escondendo-nos por detrás de nossa ignorância e aceitando a conveniência de pensarmos, mesmo que erradamente, que somos parte indispensável da “grande inteligenzia universal”.
Publicado em: outubro 21, 2007
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Comentários sobre Olavo de Carvalho

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  1. 0 Avaliações domingo, 9 de dezembro de 2007
    1

    afonso de oliveira

    sobre nota de Olavo de Carvalho

    Estranhamente ser conservador torna-se estranho pois instituições como a Igreja católica e a monarquia como forma de poder foram abolidas por uma classe revolucionária que foi a burguesia, o que invalida parte do argumento exposto.

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