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Alguns senadores mentiram ao participarem de enquete feita pela folha de São Paulo logo após a votação secreta
no processo contra Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente da Casa. Dos 75 senadores ouvidos, 43 deles disseram que haviam votado pela cassação do mandato de Renan Calheiros. Porém, no plenário a decisão favorável a cassação ao então presidente da casa contou com o apoio de apenas 35 parlamentares. Diante disto, há que se perguntar: até que ponto política é compatível com ética? O povo brasileiro está cansado de assistir a tamanha falta de moral por parte de políticos que destituídos de valores éticos. Um grande abismo se abre entre ética e política, negando qualquer vínculo da política com a moral, onde a realidade política, que busca resultados a qualquer preço, dissocia o indivíduo do coletivo. A moral é um fator social e como tal não pode se restringir à consciência dos indivíduos. A moralidade é, pois, uma exigência da sociedade, no entanto continua sendo relegada a discursos moralistas sem prol de interesses próprios e não da sociedade como um todo. Entre os Parlamentares opiniões se dividem: uns defendem apaixonadamente a permanência do Senador Renan Calheiros na Presidência da Casa, e pela permanência do voto secreto; outros adotam critérios moralistas, condicionando a política apenas pelos meios puros, apostando para isso na legalização do voto aberto em plenário. A falta de moral por parte de alguns senadores que se escondem por trás do voto secreto tentando preservar suas opiniões que, muitas vezes, são contrárias as do povo que o elegeu faz com que a sociedade fique a mercê de políticos corruptos. O povo brasileiro quer transparência e que seus eleitos trabalhem pelo bem da sociedade como um todo. É uma vergonha para nós brasileiros ver tanta imoralidade junta, mais ainda, é um absurdo, um contra-senso que a imoralidade seja defendida por pessoas que foram eleitas para acabar com ela .
Publicado em: setembro 14, 2007
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