De acordo com o governo Japonês da cotação do
crude deveriam ser cerca de sessenta dólares o barril. Ninguém entende por que é que o preço do crude está tão alto, pois o barril custa cerca de dez a trinta dólares para explorar do poço.
Temos que fazer a pergunta: quem é o culpado disto tudo?
Os dedos apontados são muitos, desde dos mercados emergentes como a Rússia, China e a Índia; há quem diga que a alta dos preços se deve a tensões geopolíticas, à desvalorização do dólar e à especulação; e depois há os factores da natureza como os terramotos, ciclones e afins.
Alguém está deliberadamente a aumentar os preços para ganhar uma quantia fácil e rápida ás custas do consumidor. Isto não é novidade, pois a história já mostrou que houve grupos e pessoas sem escrúpulos que quase levaram o mundo ao abismo do desastre para satisfazer a sua ganância pelo poder e dinheiro. No final do dia é sobre o consumidor a quem cai os pesados fardos dos custos.
As novas/velhas teorias económicas declaram que a
economia deveria ser liberalizada e que ela é que se auto-regula. Pois, é por essas ideias e por outras que agora estamos a pagar a 130 dólares o barril do crude.
Mas apesar do preço do crude estar tão alto ainda não se justifica os abusos das três maiores
petrolíferas do país, a Galp, a BP e a Repsol. São estas três empresas que controlem 70% das vendas do país.
Estas três empresas, por coincidência ou não, praticam preços muito semelhantes. Isto quase dá que a entender que estas três empresas criaram um
cartel, que é ilegal.
Um cartel é uma forma de
oligopólio em que empresas independentes promove acordos entre si para promover o domínio de determinada oferta de bens ou serviços, neste caso o
petróleo. Ou seja, um cartel fixa preços iguais ou semelhantes com o objectivo de destruir a concorrência. Escusado é dizer que o consumidor é prejudicado.
Os sinais que estas três empresas se juntaram são muito suspeitos. Pois quando um aumenta o preço o outro segue a tendência; depois trocam e vê-se novamente os aumentos. Nesta dança macabra de preços ninguém no governo se atreve a investigar estas empresas, pois é do seu interesse.
No entanto é a Galp que detém o monopólio da refinação de combustível em Portugal. Nós temos um mercado minúsculo e as grandes multinacionais não têm tido interesse em investir contra uma empresa que é praticamente dona do mercado.
É também a Galp quem abastece a generalidade dos revendedores em Portugal, portanto sai mais barato comprar à Galp. E se alguém ouse em questão o monopólio da Galp e ir abastecer-se a partir de Espanha, o Governo castiga. É por isto que se liberalizou o mercado em 2004?
Os pequenos revendedores, que jogam fora dos monopólios e dos cartelis, tentam vender o petróleo com descontos até doze cêntimos o litro são muitas vezes “castigados” pelos poderes que mandam na nação.
É do interesse do Governo manter os preços altos, porque afinal é o povo quem paga a conta. Quanto mais alto for o preço do petróleo mais o Estado ganha em impostos. Cerca 59% do preço do combustível é sugado em impostos. Uma carga bem pesada para o contribuinte. O Estado apesar de sempre falar das dificuldades orçamentais persiste em não reduzir onde tem de reduzir, mas quem paga são as famílias portuguesas.
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