A Faixa de Gaza, com seus 1,4 milhão de palestinos é conhecida como vale do terror, é
um caos de chamas e morte. Os horrores protagonizados pela luta entre o Fatah e o Hamas, as duas facções palestinas, não deverão espantar ninguém, pois a História nos ensina que as guerras civis são mais ferozes do que as guerras entre nações. O novo capítulo desse calvário começou em janeiro de 2006 quando o Fatah, grupo outrora extremista, que depois se tornou – civilizado - perdeu as eleições para o Hamas, grupo patrocinado pelo Irã, claramente terroristas, que recusa reconhecer o Estado de Israel e renunciar à violência. Esta vitória do
hamas foi a desgraça da Autoridade Palestina (AP) que se viu desde então governada simultaneamente por um presidente do Fatah, Mahmud Abbas, adepto da via política para lidar com Israel e por um primeiro-ministro (Ismail Haniyeh) e um gabinete do Hamas, grupo que professa a doutrina terrorista. Num exemplo de ódio o porta-voz do Hamas declarou que o movimento vai punir todos os assassinos e criminosos do Fatah e há meses a Faixa de Gaza vive sob a lei de bandos armados e constrói um Estado terrorista, dirigido pelo Hamas. A loucura presente precipita a agonia da AP, sob a qual 65% dos habitantes de Gaza vivem abaixo da linha da pobreza. Os 165 mil funcionários públicos palestinos não são mais pagos enquanto a taxa de fertilidade das mulheres é uma das mais altas do mundo: cinco filhos por mulher, taxa típica de países à beira do naufrágio. Esse é o povo palestino, duplamente castigado: por Israel, que entrava qualquer retomada econômica e pelos próprios palestinos, que se afundam na morte, no assassinato e no ódio.
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