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A RESPONSABILIDADE CIVIL PROFISSIONAL DO ADVOGADO

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Resumo de : Correia Silva
Visitas : 17384  palavras: 900   Publicado em: abril 15, 2007
Independentemente da dimensão ética que se verifica e perpassa toda a actividade do Advogado e, não obstante, esta ser a matriz orientadora do modus vivendi do profissional, há que atender às contrapartidas monetárias justas e merecidamente ganhas. A advocacia, como todas as demais profissões, visa a retribuição do seu labor.
Portanto, ubi commoda ibi incommoda, quem retira proveitos da actividade que exerce, deve reparar aqueles que, tendo recorrido aos seus serviços profissionais, tenham sido por ele, e por culpa sua, ilicitamente prejudicados.
Daí a responsabilidade civil dos Advogados.
Esquecendo, por agora, que a maior parte dos processos intentados pelos constituintes contra os Advogados decorrem do facto destes não terem obtido sucesso em Tribunal e precisarem de atenuar, justamente, esse insucesso pessoal, nos últimos tempos houve um enorme aumento de processos penais, civis e disciplinares contra os Advogados.
Tradicionalmente, o Advogado tinha como objectivo a defesa dos interesses do seu cliente, sendo apenas responsável perante este e sem se preocupar com as possíveis influências que a sua actuação teria na esfera de terceiros ou na comunidade. Hoje em dia assiste-se a uma crescente valorização da componente ética na profissão do Advogado, tornando-se este responsável perante os seus clientes com o dever de lhes dar assistência e representá-los com competência, perante a Ordem dos Advogados, tem o dever de cumprir escrupulosamente os deveres deontológicos, perante o Tribunal tem o dever de geral de urbanidade, de não ingerência e de não intentar acções frívolas e perante a comunidade o Advogado tem o dever de não violar a Lei, no exercício do mandato judicial e o dever de não patrocinar causas injustas.
Ao lado da responsabilidade jurídica do Advogado, dizem alguns autores, que surge uma responsabilidade social e moral do Advogado.É necessário, antes de determinarmos a natureza da responsabilidade do Advogado, referir, ainda que de modo muito sucinto, os caracteres essenciais da responsabilidade civil em geral e em concreto no caso do Advogado.
Os pressupostos comuns à responsabilidade civil extracontratual por factos ilícitos e à responsabilidade contratual são:
a)   Acção ou omissão voluntária;
b)   Imputação do facto ao agente – Culpa, é o elemento subjectivo da responsabilidade civil. A culpa é, na falta de outro critério legal, apreciada em abstracto pela diligência de um bom pai de família, em face das circunstâncias de cada caso, vide art. 487.º, n.º 2 do Código Civil. No entanto, alguns autores defendem que o critério do bonus pater familias, em matéria de responsabilidade profissional, deve ser substituído pelo critério do bom profissional, na medida em que o profissional deve observar de todos os cuidados da sua especialidade. Aplicando este critério à responsabilidade do Advogado Yves Avril define, o bom profissional como aquele que em razão da sua experiência, competência e capacidade profissionais observa de uma forma modelar e prudente todos os cuidados da sua profissão.
A culpa pode ser decomposta em diferentes espécies, atendendo à sua gravidade, como culpa levíssima, culpa leve, culpa grave ou lata. 
O artigo 570.º do Código Civil prevê a possibilidade de concorrência de culpa do lesado na produção ou agravamento dos danos, sendo que nesta situação o Tribunal pode optar por manter o valor da indemnização, pode optar por reduzi-la ou mesmo exclui-la. Também na responsabilidade profissional do Advogado pode existir concorrência de culpa entre Advogado e Cliente e consequentemente a partilha de responsabilidades.
c) Dano de quem o serviço é prestado,  elemento objectivo da responsabilidade civil.
d) Nexo de causalidade entre a culpa e o dano; para que haja responsabilidade extracontratualé ainda necessário o preenchimento de mais um requisito – a existência de um facto ilícito por parte de quem presta o serviço. O código vigente procurou fixar o conceito de ilicitude, estabelecendo, no entanto, uma noção um pouco imprecisa: O facto é ilícito quando contraria a ordem jurídica. Para precisar aquele conceito, o legislador estabelece cláusulas de tipos de ilicitude, nomeadamente: a violação dos direitos de outrem, violação de disposições legais destinadas a proteger interesses alheios, ofensa ao crédito ou bom-nome, a má prestação de conselhos, informações ou recomendações que tragam prejuízo, actos que integram o abuso de direito. As omissões são ilícitas se há o dever jurídico (legal ou negocial) de praticar o acto e se este pudesse evitar a verificação do dano com alguma certeza.



Em conclusão, apesar de se dever procurar que a responsabilidade civil do Advogado não gere efeitos contraproducentes e inibitórios da própria actividade forense, a existência de uma da responsabilidade civil profissional do Advogado é condição essencial à manutenção de valores indissociáveis como a liberdade, a responsabilidade e dignidade, valores que são essenciais para assegurar “a coexistência de liberdades”.

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Comentários sobre A RESPONSABILIDADE CIVIL PROFISSIONAL DO ADVOGADO

Showing 41 out of 41   Adicione seu comentário.
  1. Avaliação de texto recomendável

    Lisieux da Conceição

    sexta-feira, 20 de julho de 2007

    Acho que textos rebuscados em excesso, ficam ininteligíveis, perdendo assim a utilidade, qdo se faz um resumo, forçosamente que traduz para uma linguagem mais compreesível, em resumo , não se deve competir com o autor, e sim auxiliar para atingir o maior nº de leitores, de forma clara e objetiva.

  2. avaliação do texto recomendado

    carlos

    sábado, 28 de julho de 2007

    O texto foi feito exclusivamente para advogados. E advogados que não aprenderam o passo-a-passo do que é afinal a profissão de advogado. A verborréia acadêmica parece mais um curso intensivo de direito em 900 palavras.

  3. responsabilidade advogados

    antonio maximiano rodrigues pires

    domingo, 29 de julho de 2007

    artigo de excelente valor para leigos, que muitas das vezes são de certa foram prejudicados por profissional, por omissão, negligencia.

  4. AVALIAÇÃO DE TEXTO RECOMENDADO

    Drª Fabiana Rdovalho Nemet

    quarta-feira, 1 de agosto de 2007

    Parabéns a autora pela observância passível de discussão à todo e qualquer tempo; haja vista um excelente texto independentemente das circunstâncias e fatos que o cercam_ se para leigos ou não, pouco importa.

  5. AVALIAÇÃO DE TEXTO RECOMENDADO

    Drª Fabiana Rodovalho Nemet

    quarta-feira, 1 de agosto de 2007

    É prática decorrente do ser humano e, sendo notável nos próprios comentários aqui postados_ infelizmente, em pleno século X_ o leitor não consegue se ater a realidade como um todo......

  6. AVALIAÇÃO DE TEXTO RECOMENDADO

    Drª Fabiana Rodovalho Nemet

    quarta-feira, 1 de agosto de 2007

    ...mas criticar tão grosseiramente coisas que diz respeito ao interesse da própria coletividade de modo que se faz bem clara a escassêz da cultura de um país de terceiro mundo. É lamentável!

  7. AVALIAÇÃO DE TEXTO RECOMENDADO

    Drª FABIANA RODOVALHO NEMET: ADVOG. PROF. DIR. EMP

    quarta-feira, 1 de agosto de 2007

    No entanto, parabéns pela originalidade do texto, bem como os pontos cruciais dos fatos abordados.

  8. RESPONSABILIDADE PARA QUEM A TEM

    CRISTINA MAGALHAES

    sexta-feira, 3 de agosto de 2007

    Sem duvida há profissões muito exigentes, excelente texto para leigos ou para cultos, Advogados ou não, realça aspectos muito importantes sobre o que é exercer direito na sociedade de hoje, não abracei essa profissão porque em direito 2+2 nunca são 4, e em matemática são.

  9. PROFISSÃO PARA QUEM ACREDITA

    Cristina Magalhães

    sexta-feira, 3 de agosto de 2007

    Parabens a todos os Advogados que exercem esta profissão é preciso muita coragem, sabedoria e muita experiência à mistura, força nunca desistam é preciso acreditar, e se acreditam está tudo bem...

  10. Parabéns!

    IVONEBORGES

    quarta-feira, 8 de agosto de 2007

    Excelente texto! Tenho a certeza que Advogar é como sempre renascer,uma profissão espinhosa, mais gratificante. escudodeprata@yahoo.com.br

  11. Avaliação do texto recomendado

    Sonia

    quinta-feira, 9 de agosto de 2007

    Apreciei muito o modo como discursou a reispeito do árduo trabalho do advogado,e da importãncia de seu conhecimento.a sua visão dos fatos é interessante,e bem discutivél.

  12. avaliacao do texto recomendado

    Milton Laene Araujo

    terça-feira, 14 de agosto de 2007

    O texto foi muito bem escrito.

  13. bom resumo.

    wilson

    segunda-feira, 20 de agosto de 2007

    parabens

  14. Argumento contraditório frente aos fatos forenses contemporaneos

    Alfredo Ferreira Neves

    segunda-feira, 20 de agosto de 2007

    Não se considerou aqui a dificuldade que o público leigo, tem para interpretar assuntos forenses, porém ficou claro a inequívoca intenção de rediscutir procedimentos dos advogados frente a excessos na pratica de uma interpretação legal e incontestável devido ao corporativismo forense.

  15. resumo

    Marestela

    segunda-feira, 20 de agosto de 2007

    marquei por engano a n° 1 e não tem nada horrível amei os resumos.MARESTELA O. BITTENCOURT

  16. comentário

    Burbon

    segunda-feira, 10 de setembro de 2007

    Acho sinceramente engraçada essa forma arcaica de escrever, mas sou totalmente leigo na questão,e imagino que o conteudo deve ser importante, vou pedir a um amigo meu que é advogado, pra traduzir pra mim,aí então farei meu comentário,mas que é engraçado é.(risos)

  17. para ser detidamente lido..

    Alberto Jorge Gallo

    sábado, 22 de setembro de 2007

    Para recordar a muitos profecionales, que o lucro debe ser a consecuencia de resultados obtidos, e não la inversa. Asim como outros defenden a seus principios, como a seus clientes, dando mais que lo requerido, as veces contra de seu propio interes economico. Alberto Jorge Gallo

  18. Comentário

    Tânia

    quinta-feira, 27 de setembro de 2007

    O texto, apesar de tratar de um assunto relevante, tanto para classe quanto para os consumidores que dela se servem, está desatualizado, a autora deveria revisá-lo e adequá-lo a nova legislação.

  19. Comentário 2

    Tânia

    quinta-feira, 27 de setembro de 2007

    Quanto aos comentários aqui deixados é triste ver o quanto povo brasileiro é desprovido de cultura e tosco, mesmo em relação a seus direitos e, pelo que parece não demonstra interesse de melhorar.

  20. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ADVOGADO

    MARCOS ANTONIO DOS REIS

    quinta-feira, 27 de setembro de 2007

    A colega portuguesa, é objetiva e sucinta. Embora destinado a público selecionado, alguns termos deveriam ser simplificados para um entendimento geral, explicitando-se os conceitos de culpa e a sua divisão nos seus respectivos gêneros (imprudência, imperícia e negligência).

  21. porque simplificar? se podemos complicar

    jhaag caputo

    domingo, 7 de outubro de 2007

    lembrei do livro Iracema, labios de mel. foi o 1. livro que nao consegui ler,o autor so conseguiu me seduzir no titulo porque no texto acho que ele foi tao egoista que nao conseguiu dividir com ninguem. acho que ideias, opinioes e emocoes devem ser claras e objetivas

  22. crítica ao texto sobre advocacia.

    Elias Alves

    segunda-feira, 8 de outubro de 2007

    O texto está muito longo. O uso excessivo de palavras em latim ou que exigem uma capacidade de compreensão incomum a leitores de todos os níveis pode lhes dar a impressão de pedantismo por parte do autor.

  23. para advogados

    Rose

    domingo, 14 de outubro de 2007

    Resumo muito bem feito, porém é direcionado apenas para advogados.O público precisa de ler artigos mais direcionados a eles, mais simples de se entender, ao alcanse de todos. parabéns!

  24. mais para o povão

    Rosangela Santos Pereira

    domingo, 14 de outubro de 2007

    Resumo muito bem feito, parabéns. Porém o que está faltando, é um resumo mais direcionado ao público e não à advogados formados.

  25. texto

    Lutadora

    sexta-feira, 26 de outubro de 2007

    O texto é muito bom, no entanto, faltou um pouco de preocupação com os colegas das demais áreas. O texto está muito rebuscado e com vocabulário muito científico. Poderiam ser ditas as mesmas palavras com um vocabulário mais simples. Um abraço!

  26. avaliação do resumo do texto

    jorge Moraes

    domingo, 28 de outubro de 2007

    muito bom e esclarecedor este texto

  27. adivocacia

    Makson silva

    quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

    Eu quero ser um grande Adivogado... sou de jacobina tenho 15 anos..

  28. Vcs nos matam de vergonha, bando de analfabeto!!!

    Dan USP

    segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

    Acho que, ao estudar num determinado país de primeiro mundo, "morria" de vergonha de ser brasileira_ infelizmente, em razão disto. Os estrangeiros relatavam exatamente tal quadro acima_ em relação ao “baixo nível” cultural, tanto quanto estarrecedor

  29. contin...

    dan USP

    segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

    Eis aí o histórico e a prova “inefável" do analfabetismo da grande maioria. Seu "bando de desinteressados" (gostaram, né? assim estamos falando a língua de vcs.. quer dizer, se trocássemos a palavra desinteressados por “animal” agradaria a grande maioria_ algo notório)!!!

  30. contin...

    Dan USP

    segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

    Não são os advogados que devem "perder" tal cultura de "Maria Helena Diniz", "Washington de Barros" e "Silvio Rodrigues", por exemplo, para se igualar a vocês que são brasileiros que não sabem falar português, tampouco escrever. Pelo amor de Deus!!!

  31. contin...

    Dan USP

    segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

    Quem é que pode fazer 05 anos de um curso de "peso" (para quem sabe o que é realmente estudar, para os amantes dos livros DIDÁTICOS e eternos pesquisadores sobre grandes assuntos) COM AUTORES CONSAGRADOS como ambos citados acima, e NÃO aprender a falar e escrever de verdade???

  32. contin...

    Dan USP

    segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

    Isto fica AUTOMÁTICO no cérebro, meus caros... Agora, se estão se sentindo humilhados, rebaixados, chorem em vossos travesseiros e lamentem com vossos espelhos amanhã de manhã, bando sem conhecimento do idioma correto "e completo" do próprio país!!!

  33. cont...

    Dan USP

    segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

    Ofender os outros vcs podem; mas ouvir a verdade, isso ninguém tem a humildade "tão referida e afiada" na boca da maioria, não é?!? O computador ficou “baratinho”, tem até nas “pernambucanas” às prestações, mas um bom livro do professor “Pasqualle” (rssss), é difícil e dói a cabeça grande, não é???

  34. cont..

    Dan USP

    segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

    E não é questão de ser Direito propriamente dito não... Duvido!!!!!!!!!!Se fosse o assunto voltado as ciências biológicas, a Informática ou até mesmo a economia_ no que diz respeito ao PIB brasileiro, por exemplo,

  35. cont..

    Dan USP

    segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

    as lamentações seriam as mesmas: "Não estamos entendendo... falem "na" nossa língua"... Ahhhh, nos poupem!!! Parem de ler livros de auto-ajuda e "biografias mais biografias" porque “muitas” dessas "drogas" são escritas por gente feito vcs mesmos...

  36. cont...

    Dan USP

    segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

    e não vos levará a lugar nenhum em relação ao português... Mas quando pega uma biografia numa linguagem coloquial_ isto é, CORRETA, PORTUGUÊS DE GENTE e do dicionário Aurélio também, “aí não... Isso não é para vcs, imagine!!! É só para quem entende do assunto... “ou para advogados”, talvez...

  37. cont..

    Dan USP

    segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

    "Tenham a santa paciÊncia" e sintam vergonha em vossas "caras"... procurem se ater mais ao vosso problema que, diga-se de passagem, se faz crucial (os comentários acima não mentem, NÉ???), isto é, àquele abordado na questão em pauta: O PORTUGUÊS. Sem ele, os senhores não chegarão a lugar nenhum e

  38. cont..

    Dan USP

    segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

    serão respeitados em meio de vós mesmos; pela falta de conhecimento do outro, assim como vós.. assim sucessivamente....rsssss... sem ele, os senhores não terão honra de ser BRASILEIros, porque o são... e tampouco fazem por onde, por não saberem falar direito,

  39. cont...

    Dan USP

    segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

    tampouco escrever e interpretar_ unnnnn, quem dirá então... Sanem "suas" dúvidas entendendo e aceitando que precisam aceitar suas realidades e almejar mudanças, sobretudo.

  40. RELEVANTE

    Feliciano Filho

    terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

    Assunto importante, para incentivo e conselho a todos os advogados.. principios relevantes. Embra não te rterminado de ler ate o final.

  41. responsabilidade civil do advogado

    jose carlos

    terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

    Há que se ressaltar que todo o ordenamento normativo, enquanto necessárias ao bom desenvolvimento da sociedade, atinja ao seu objetivo maior, sem exceções, para que se faça JUSTIÇA.

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