Antônio Fabrício de Matos Gonçalves discute as mudanças no mundo do
trabalho provocadas pela globalização e pelo neoliberalismo nas relações capitão-trabalho. A partir das péssimas condições de trabalho para os trabalhadores dentro das fábricas faz-se necessária mobilização e luta por normas protetivas, de onde vem o Direito do Trabalho.
Frente ao advento da globalização, à implantação do projeto neoliberal, às mudanças na nova ordem mundial interligando mercados, ao fim do
welfare state e à crescente volatilização do capital, surge um novo Estado, o Estado mínimo, fiscalizador e sem dar respostas a muitas questões, entre elas o desemprego. Mais do que a força de trabalho o novo modelo de mundo do trabalho suga-lhes a capacidade intelectual.
A fim de atrair o capital, Estados soberanos oferecem a flexibilização dos direitos dos trabalhadores.
O
autor analisa a
crise do capital, partindo das relações capital-trabalho.
Cita a Professora Magda Neves com sua definição de estado como planejador e implementador de políticas públicas e
sociais e que reconhece os sindicatos e organismos da sociedade civil como atores e interlocutores na participação e decisão política. Tempo de acumulação de capitais, entrando em declínio a partir dos
anos 60 e 70. O autor cita vários autores que explicam este período e cada um traça o seu quadro. O francês Robert Brenner
aponta a crise secular da produtividade, o grande deslocamento do capital para as finanças, o surgimento de excessos de capacidade de produção, a queda de lucratividade e a diminuição das taxas.
Outro autor citado é Ricardo Antunes, baseando-se em Chesnais (1999) que aponta as lutas sociais dos anos 60 como fator de crise estrutural do capital. Longe de sucumbi a esta crise, o capital se reorganizou.
Citando Karl Marx, “o capitalismo não cria problemas que ele mesmo não consiga resolver”. Todos os elementos citados no item anterior e somados ao movimento sindical ganharam força fazendo com que o capital mudasse de estratégia, segundo Ricardo Antunes.
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