Quando se fala em
aborto adentramos em dois universos onde só
uma parte tem o poder de decidir sobre a
vida. Decidir sobre algo tão suplemo é uma responsabilidade muito grande, esta decisão de antemão não cabe a nós mortais, mas o ser humano se reveste algumas vezes de seu instinto animal e se acha no direito de decidir até mesmo sobre a vida de outrem, mesmo sendo este tão indefeso.
Toda sociedade tem regras, o certo e o errado nos é imposto por normas legais das quais se violarmos sofremos punições. O aborto é punido legalmente, mas tem a forma legal de se praticar o aborto sem que tenhamos que ser punidos por tal ato.
Nossa Constituição proteje a vida, contempla de forma explícita os direitos do nascituro a partir da concepção, mas não pune o aborto nos casos de estupro ou se não existe outro modo de salvar a vida da gestante, é o chamado aborto legal.
A vida é
Um processo, que tem início na concepção e não pode ser interrompida sem que se viole o direito fundamental que é o direito à vida. O aborto em decorrência de estupro não pode ser autorizado, porque o ser concebido não pode ser punido por fatos anteriores a sua concepção.
Todo ser humano tem direito a vida, o nascituro é um "ser" não uma coisa da qual podemos discartar conforme nossa conveniência, ninguém tem o direito de dispor da vida de outrem, legalizar o aborto para proteger a gestante de futuros problemas psicológicos como é o caso da gravidez originária do estupro, é uma faca de dois gumes pois esta mãe vai carregar pelo resto da vida a culpa de ter matado seu próprio filho.
A prática do aborto é um mal terrível para quem pratica, é uma forma covarde de se resolver um problema. Aceitar o filho, independente da forma como ele foi concebido é um ato de amor que traz muito mais benefício do que malefício. Todo ato que atenta contra a natureza é prejudicial, punir o nascituro por um mal com outro mal ainda maior é desumano.
Legalizar o aborto para acabar com a mortalidade materna é dar legalidade a um ato criminoso, é tirar a proteção de pequenos seres que não pediram para serem gerados mas que querem vir ao mundo pelo falo de existirem como pessoa e como tal terem o direito a desenvolver e nascer.
O interesse a ser protegido é do nascituro por ser ele o mais frágil, temos que tratar os iguais na medida de sua desigualdade. Tratemos então o nascituro da mesma forma como tratamos de um adulto, com os mesmos direitos e obrigações.
Acreditar na humanidade é acreditar que gestos humanos sejam impregnados de moral e ética que fazem parte dos requisistos da boa convivência humana na sociedade. Gestos contrários a isto devem ser excluídos do nosso meio. A vida é algo sublime, a mulher tem o dom de gerar uma vida em seu ventre, muitas delas não têm este dom e sofrem por não poderem ser mães e outras, com o dom de gerar uma vida dispõe dela como algo descartável.
Mães que abortam não podem nunca serem chamadas de mães pois mãe que é mãe aceita seus filhos da forma como são, mãe cuida, protege e deseja o que é melhor para seus filhos, mãe dá a vida jamais tira.
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