Mudanças climáticas drásticas já são percebidas em diversas regiões do planeta: enchentes, desertificações, secas,
incêndios florestais, tempestades, furacões, verões escaldantes e invernos rigorosos.
Essas mudanças são conseqüência direta do aumento do efeito estufa causado por ações antropogênicas, como o desmatamento em larga escala para fins agrícolas e a queima de combustíveis fósseis, especialmente após a revolução industrial.
Em 1987, durante a Comissão Mundial da Organização das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente (UNCED), foi formulado o Relatório Brundtland, documento de preocupação ambiental e que elaborou o conceito de desenvolvimento sustentável nos seguintes termos: "o desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades presentes, sem comprometer a possibiliadde de as gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades".
A comunidade internacional, consciente e preocupada com o aquecimento
global, firmou em 1997 o Protocolo de Kyoto, no qual os signatários se
comprometiam a reduzir a emissão de gases que contribuem para o efeito
estufa, GEE.
A obtenção das reduções so é possível adotando-se os princípios do desenvolvimento sustentável que, em termos práticos, significa a conjugação de ações entre as esferas pública e privada, que englobem a participação popular na tomada de decisões, geração de excedentes e know how técnico, sistema produtivo de base ecológica, padrões sustentáveis de comércio e desenvolvimento, sistema flexivel para correção dos próprios erros. Em síntese, o conjunto de ações que harmonizem o desenvolvimento socioeconômico com o respeito ao meio ambiente.
Na atual contexto climático, a adoção e aplicação dos princípios do desenvolvimento sustentável são de importância vital.