A Declaração Universal dos Direitos Humanos acaba de completar seu 60° aniversário, considerada um dos maiores documentos
da Humanidade, foi proclamada e adotada pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948. Sua maior premissa é " todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade".
Quando foi adotada, a Declaração Universal dos Direitos Humanos procurava interpretar a insegurança de um mundo pós-guerra, extremamente dividido pelas desigualdades sociais. O grande cisma do pós-guerra cedeu lugar à globalização, que integra boa parte da humanidade em um sistema econômico.
A
desigualdade entre classes sociais continua devastando as nações. Situações menos aceitáveis no mundo moderno, são contrabalançadas por um paradígma do caos, cujos limites o professor norte-americano assim descreve: " uma quebra no mundo inteiro da lei e da ordem, Estados fracassados e narquia
crescente, uma onda global de criminalidade, máfias transnacionais e cartéis de drogas, crescente número de viciados em drogas em muitas sociedades, um debilitamento da família, um declínio da confiança e na solidariedade social em muitos países, violência étnica, religiosa e civilizacional e a lei do revólver predominan em grande parte do mundo".
O que podemos ver hoje é que as pessoas que mais precisam ter, hoje, seus direitos protegidos são aquelas que mais sofrem com as interpéries, com a falta de acesso à justiça e outros direito tidos como fundamentais.
Proteger os direitos do Homem é um problema político e jurídico e merece um tratamento prioritário dos governantes. Devemos lutar para que a Declaração dos Direitos do Homem seja efetivamente aplicada a todos os cidadãos.