Em 1983, a biofarmacêutica e cearense
Maria da penha Maia Fernandes viveu talvez o mais importante drama de sua vida. Enquanto dormia, levou um tiro nas costas do marido, o professor universitário de economia Marco Antônio Heredia Viveros. Ele alegou que tinha sido um assalto e que os ladrões haviam escapados pela janela. Maria da penha tinha 38 anos e três filhas. Ficou paraplégica. Após esse episódio houve a segunda tentativa de homicídio: o cônjuge a empurrou da cadeira de rodas e tentou eletrocutá-la embaixo do chuveiro. Viveros s´´o foi punido depois de 19 anos de julgamento e ficou apenas dois anos em prisão de regime fechado.
Depois de 20 anos de luta pelos direitos da mulher, Maria da Penha, atualmente com 63 anos, conseguiu com que a justiça fosse feita. Ela batalhou por isso, atuando na coordenação de políticas para as mulheres da prefeitura de Fortaleza, no Ceará.
Em 7 de agosto de 2006 passou a valer a lei número 11.340, que garante os direitos da mulher em casos de violência doméstica. A noma ficou popularmente conhecida por lei Maria da Penha.
NÚMEROS ALARMANTES
De todas as formas de agressão, a violência doméstica ainda é a mais comum. No Brasil, a cada 15 segundos uma brasileira é espancada. A violência cometida em casa é maior que as da ruas e afeta a vida profissional das mulheres. O marido é o maior agressor, responsável por 70% das quebradeiras, 56% das ameaças com armas, segundo pesquisa recente da fundação Perceu Abramo. Dados do estudo data senado de 2007 indicam que, para 28% das mulheres agredidas, a violência doméstica é uma prática que se repete.
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