Ellen Gracie,
presidente do Conselho Nacional de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, a frente das duas instituições não deixou a desejar nos
assuntos polêmicos de relevância para a história e desenvolvimento do nosso país com que teve de lidar. Entre eles, a
Lei de Biossegurança que autoriza a pesquisa cientifica com embriões humanos. A ministra explicou de
maneira clara a sua posição. Coloca a vida de quem necessita dos avanços das pesquisas para obter a
cura de uma doença em primeiro plano ante a
expectativa de possível vida de um embrião.
De maneira simples e direta, se faz entender quanto ao que diz a lei. Defende e pondera o ordenamento jurídico tecnicamente sem deixar de levar em consideração o fato de que se o embrião não foi implantado no útero da mãe não é nascituro.
Devemos entender que em assuntos que envolvem direitos tão fundamentais a melhor decisão é aquela que visa o maior bem comum, neste caso, a expectativa de cura para quem está vivo.
Podemos notar sua firmeza também em assuntos que pautaram o judiciário e que não ficaram sem resposta. A modernização a que o judiciário se submeteu para tornar possível o acesso dos advogados ao
processo do mensalão que trata do julgamento de 40 réus em mais de 70.000 páginas de processos e a criação do Processo Judicial Eletrônico capaz de ir do ajuizamento de uma ação à sentença de 1º grau em 33 dias.
A importância do STF é inquestionável no que tange a todos os assuntos inclusive os de ordem política que acabam decididos nas esferas jurídicas.
O Conselho Nacional de Justiça começou combatendo tendências administrativas individualistas e acabou se posicionando como berço de reflexão e planejamento para o judiciário. Fica o bom trabalho realizado pelas instituições com transparência e fidelidade á lei.
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