Construtivismo A descrição da
corrente construtivista segundo a autora é a seguinte: “<...> ênfase sobre a
forma como
identidades e
interesses são socialmente construídos; a influência da sociologia; e a tentativa de desnaturalizar os conceitos mistificados pela literatura de relações
internacionais, como anarquia e interesse nacional (p.72,73)”. Dessa forma, as críticas construtivistas a outras correntes se referem, conforme Herz, as estruturas pré-definidas do sistema internacional.
O papel das organizações internacionais dentro da perspectiva construtivista, de acordo com a autora, é “mudar a definição de interesses e identidades dos Estados e outros atores (p.75)”. Além disso, Herz também afirma que “as políticas externa e doméstica dos Estados podem ser influenciadas por normas internacionais, muitas vezes produzidas e difundidas a partir de das organizações internacionais”.
Dentro do contexto construtivista, há a idéia de mudança das organizações e seguindo nesse sentido a autora cita Ernst Haas:
“Ele estabelece duas possibilidades básicas: a adaptação e o aprendizado. As organizações se adaptam quando adicionam novas atividades à sua agenda e mudam gradualmente. Novos
objetivos são incorporados, sem ser alcançado em encaixe lógico com os objetivos já estabelecidos. As organizações aprendem quando as crenças são questionadas e os objetivos e a formulação de problemas são redefinidos (p.77,78)”.
Deve-se, conforme a autora, deixar claro que os estudos de cunho construtivista visam analisar a constituição e o funcionamento de regimes, e o processo de integração regional. Além disso, há uma bibliografia a ser explorada dentro dessa corrente se tratando de instituições internacionais.
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