Realismo A teoria realista das relações
internacionais dominou por um certo tempo os estudos
da área, pois foi e é, uma das principais correntes teóricas e assim vêm conquistando alguns pensadores, outros nem tanto, no decorrer dos anos. Mônica Herz faz uma descrição sucinta do Realismo, porém, precisa, onde explica: “segundo essa perspectiva, os principais atores no sistema
internacional são os Estados, entendidos como atores unitários, que buscam maximizar seu poder e sua segurança (p.49)”. A autora aponta outras características além das citadas acima, onde expõe que, de acordo com a teoria realista, o sistema internacional é anárquico e, portanto “a desordem e a guerra é um pressuposto básico (p.49)”. Seguindo essa linha, Herz, acredita que as relações de poder são ponto crucial e universalizante dessa corrente.
No que se refere às organizações
internacionais, Mônica Herz, explica que “os autores realistas criticam a proposição de que instituições podem mudar aspectos importantes do sistema internacional e não conferem relevância ao papel de atores não estatais como as ONGIs (p.49)”.
Há uma certa dificuldade ao se trabalhar a questão de cooperação no âmbito internacional quando se trata disso no contexto realista, pois segundo a autora essa relutância se deve a “natureza insegura do sistema internacional (p.49)”.
Outros fatos relacionados à perspectiva realista diante das instituições internacionais são a falta de poder real das OIGs e que essas organizações são consideradas instrumentos de manipulação por parte dos Estados desenvolvidos.
A constatação feita pela autora nesse ponto diz respeito às críticas e ao ceticismo perante as organizações internacionais conferido pelos realistas. Assim, há uma busca constante, através de estudos e debates, para se saber qual é a real relevância das instituições no sistema internacional.