O horário como forma de controle
O horário tem
um papel importante no controle disciplinar. O tempo “penetra” o corpo e os mecanismos de poder ficam mais exacerbados. As
disciplinas atendem a necessidade de reduzir o dispêndio de tempo, capitalizando –o e tornando- o mais produtivo. Assim,
o tempo é colocado em forma de seqüência de movimentos, determinando uma seqüência temporal para cada tarefa exercida, tanto nas escolas, nos quartéis, quanto nas fábricas. O horário como forma de controle compõe-se de três grandes processos: estabelecer as censuras, regulamentar os ciclos de repetição e obrigar a ocupações determinadas. Foucault afirma que “as disciplinas, que analisam o espaço, que decompõem e recompõem as atividades, devem ser também compreendidas como aparelhos para adicionar e
capitalizar o tempo.” (FOUCAULT: 1995, p. 142 – 3). Segundo Foucault; pela elaboração temporal do ato, constrói-se um programa, que divide o tempo em fases, e o comportamento corporal, que passa a ser minunciosamente controlado em função do tempo. Com isso, “o tempo penetra o corpo, e com ele todos os controles minunciosos do poder” (FOUCAULT: 1995, p. 138) que objetiva
controlar as ações dos sujeitos e/ou indivíduos.