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Shvoong Home>Direito E Política>Resumo de Rotina de agressões na rede estadual

Rotina de agressões na rede estadual

Resumo do Livro   por:PASTOVA     Autor : Nicolas
ª
 

Agressões verbais se tornando rotina, casos cada vez mais freqüentes de agressões físicas, desmotivação provocada pelos baixos salários, cansaço decorrente de jornadas de trabalho excessivas... Na semana em que mais uma professora da rede estadual foi agredida, A Cidade ouviu professores para traçar um panorama da situação da rede estadual de ensino em Ribeirão Preto.
O caso mais recente de agressão física envolveu uma professora da EE “Jenny de Toledo Piza Schoereder”, no Presidente Dutra. Ela levou um murro no rosto de um aluno de 16 anos e registrou boletim de ocorrência. O aluno foi suspenso preventivamente por sete dias e seus pais, convocados para discutir a situação no conselho da escola. Entre as possibilidades está a transferência do menor para outra escola.
Pelos depoimentos, o cenário é dos mais críticos. Os problemas não se resumem aos alunos – meses atrás, uma professora foi estapeada pela mãe de um estudante. Não são todos os episódios de violência, porém, que chegam a público. Segundo professores ouvidos pela reportagem, a ordem é abafar, sempre que possível.
Para Sueli Arantes, 56, professora aposentada em 2004 e hoje atuando na sub-sede da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), as agressões verbais de alunos contra professores “ocorrem todos os dias”. Segundo ela, temendo represálias, a maioria dos docentes sofre calada.
Marcelo Ferreira dos Anjos, 37, professor na EE “Prof. Walter Paiva”, na Vila Albertina, e na EE “Dr. Geraldo Corrêa de Carvalho”, no Ipiranga, afirma que em boa parte das escolas o clima é de desânimo entre os professores.
“Hoje o professor não se sente mais um educador, mas um monitor de creche”, comenta. Ele diz que, na avaliação de muitos diretores, o bom professor é aquele que não precisa mandar alunos para fora da sala de aula. “O sensor para muitas direções de escola são os inspetores, muitos dos quais nem fazem parte da carreira do magistério, são contratados das associações de pais e mestres”, explica.
Para José Wilson Maciel, diretor da Apeoesp em Ribeirão, são vários os fatores que prejudicam a qualidade do ensino na rede estadual. “São as condições de trabalho inadequadas, com dupla jornada, classes superlotadas, violência, escolas sucateadas, falta de material didático e de material humano, como inspetores de alunos qualificados, serventes, escriturários, psicólogos etc. E, além disso, falta salário digno”.
Para ele, a situação só não é pior porque muitos professores ainda encaram a missão de educador como uma espécie de sacerdócio. “É por isso que a educação pública continua em pé, apesar de todas as dificuldades”, avalia.
A Secretaria da Educação não autorizou entrevista com a dirigente regional de Ensino, Gertrudes Ferreira. A assessoria de imprensa apenas informou que a direção da EE “Jenny Piza Schoereder” “tomou as providências cabíveis” em relação ao aluno que agrediu uma professora na última terça-feira.

O perfil da violência na escola estadual
Pesquisa feita pela Apeoesp junto a 684 professores da rede estadual revelou números alarmantes: nada menos que 87% dos entrevistados disseram conhecer casos de violência dentro de escolas. Agressão verbal é o tipo de violência mais comum (96% dos professores declararam já ter presenciado), seguida de atos de vandalismo (88,5%) e agressão física (82%). Nada menos que 2/3 dos entrevistados (67%) afirmaram saber de casos de consumo de drogas dentro de escolas. Segundo os professores, as principais causas da violência são os conflitos entre alunos (76%), consumo de drogas e álcool (63%) e a falta de funcionários (60%). Mais de 2/3 dos professores (74%) disseram conhecer casos de docentes ameaçados dentro de escolas. Além do caso ocorrido essa semana a EE “Jenny Schoereder”, outros episódios entraram nas estatísticas da violência. Em abril, numa escola de Ribeirão, uma professora levou um tapa na cara de uma mãe irritada com os comentários sobre a indisciplina de seu filho. Já numa escola de Pontal um aluno jogou uma cadeira em uma professora. Segundo a Apeoesp, esse ano foram relatados cerca de vinte casos de violência nas escolas da região.

Professores reclamam dos baixos salários
Uma das principais queixas dos professores são os baixos salários. E a exemplo do que ocorre com os trabalhadores celetistas, que ao se aposentarem pelo INSS sofrem uma expressiva queda no poder aquisitivo, o mesmo ocorre quando um professor se aposenta.
“Quando comecei no Magistério, em 1985, ganhava o equivalente a seis salários mínimos da época. Ao me aposentar, após 27 anos de serviço, em 2004, senti a diferença. O inativo perde uma série de gratificações e vê seu rendimento despencar. Hoje ganho R$ 1.272,90 líquidos, o equivalente a pouco mais de três salários. Ou seja, meu poder aquisitivo caiu pela metade”, comenta Sueli Pinto Arantes.
O colega Marcelo dos Anjos mostra o holerite com o salário bruto de R$ 2.097,79, destacando que o salário-base é de apenas R$ 966,75.
“Quando ingressei no magistério, em 2000, ainda tinha a ilusão de discutir com a sociedade nosso futuro a partir da educação de seus filhos. Mas é muito difícil manter a motivação sem condições de trabalho adequadas”, comenta Marcelo dos Anjos.
Publicado em: 29 outubro, 2007   
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  1. Responda   Pergunta  :    O professor ao ser submetido a avaliação de desempenho, há necessidade dele ser avaliado também por alguns alunos anonimamente? Não é humilhante? O aluno diz o que quer do professor sem identificar? Veja tudo
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