do Blog do Rizzolo
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Os primeiros trens chegaram ao Brasil no século 17, mas foi no início
do século 20 que se deu um grande passo no desenvolvimento ferroviário. Os trens foram o principal meio de transporte no país até a década de 1970, quando a Fepasa (Ferrovias Paulistanas S.A.) chegou a transportar 12 milhões de passageiros por ano em seus 5 mil quilômetros de
malha ferroviária, a verdade é que com a vinda das multinacionais da industria automobilística os investimentos na malha ferroviária foram diminuindo, não precisa ser um gênio para saber os motivos que levara a esse sucateamento que atingiu o seu auge com a privatização da Rede Ferroviário Federal no governo de Fernando Henrique, esse nobre senhor, mergulhou o nosso país no “retrocesso”, reduzindo a malha ferroviária brasileira, que hoje representa apenas 22% da matriz do transporte no país. “Nos países ricos, a relação entre o transporte rodoviário e ferroviário é de 30% para 70%, respectivamente.
Aqui, no Brasil, acontece o contrário. Essa privatização promovida pelo FHC que sempre teve como seu santo padroeiro Adam Smith, causou problemas graves para o escoamento das colheitas, particularmente para os pequenos produtores que tinham nos trilhos a única alternativa. Em quase 10 anos de privatização, a malha ferroviária diminuiu 29%, e hoje temos apenas 19 mil quilômetros de ferrovias.
O melhor exemplo do sucateamento foi a retomada da Ferroeste, ao controle publico pelo governador Roberto Requião (PMDB-PR), estrada de ferro esta entregue por Lerner aos estrangeiros, só no período que foi estatizada foram transportadas 700 mil toneladas de cargas - um resultado 4,2% maior em comparação ao mesmo período do ano passado, quando a ferrovia estava sob domínio privado. O que podemos inferir é que não interessa e nunca interessou ao capital internacional representados pela indústria automobilística, nem no lobby das Companhias Aéreas o desenvolvimento da malha ferroviária.
Observem a quem os privatistas sempre trabalham, e o exemplo cabal e cristalino que toca no cerne da questão em pauta está patente na sede do governo FHC ao entregar ao capital internacional a exploração nessa área, na verdade a Ferropar privatizada era sócia oculta das concessionárias do pedágio e por aí se pode inferir o porque das coisas. O Estado tem obrigação de lançar um PAC Ferroviário para retomarmos os investimentos nas ferrovias que são na verdade meios de integração mais viáveis para o desenvolvimento do Brasil.