O uso de celulares para conversar, discar e enviar texto tem sido motivo de preocupações ligada a questões de segurança,
mas o estudo da Universidade Carnegie Mellon em Pittsburgh, no Estado americano da Pensilvânia pela primeira vez, usou imagem de ressonância magnética do cérebro para documentar o efeito do simples ato de ouvir o interlocutor durante uma ligação.
A redução da atividade cerebral associada à direção de um veículo pode levar o motorista a se mover de uma pista para outra de maneira errática, como foi verificado em testes feitos com 29 voluntários usando um simulador. Este é um erro comum entre
motoristas embriagados.
Fazer ligações com celulares sem necessariamente ter que segurá-los na mão não é suficiente para eliminar a distração para os motoristas. Eles precisam manter não apenas as suas mãos na direção mas também o cérebro concentrado na rua, disse o neurocientista Marcel Just, diretor do Centro para Imagem Cerebral Cognitiva.
Outras distrações, como comer, ouvir rádio ou
conversar com um passageiro, também podem desviar a atenção do motorista da condução do veículo, mas não se sabe ainda como essas atividades podem ser comparadas ao uso do telefone celular, reduzindo a concentração de um motorista em até 37%, levando-o a cometer tipos de erros semelhantes aos ocorridos quando se dirige embriagado.