Liberdade religiosa na China – parte 1
A China é um país cheio de paradoxos que se revelam desconcertantes para os estrangeiros. Enquanto alguns líderes cristãos chineses padecem na cadeia, outros viajam o mundo falando sobre liberdade religiosa. Alguns contrabandeiam Bíblias, ainda que a Bíblia seja também impressa e vendida legalmente. É verdade que a organização autorizada Amity Printing produziu cerca de 50 milhões de Bíblias, mas só pode produzir Bíblias na
quantidade que o governo permite – cerca de 5 milhões por ano - e não conforme a necessidade do “mercado”. Essas Bíblias são vendidas a um preço baixo por intermédio das
igrejas protestantes oficiais e, de modo geral, atendem a demanda de Bíblias nas
cidades. Alguns cristãos de igrejas domésticas conseguem comprar essas Bíblias. Nas áreas rurais, onde vivem 80% dos cristãos de igrejas domésticas, isto é igreja não-
oficial e não permitida pelo governo, ainda há uma considerável carência das Escrituras. Freqüentemente os aldeãos cristãos não podem viajar para as cidades para comprar Bíblias e, de qualquer maneira, não poderiam pagar por elas. Outros cristãos de igrejas domésticas preferem não comprar por meio da igreja registrada, preocupados de que possam ser inquiridos para revelar informações sobre os membros da igreja
doméstica. O resultado é que milhões de cristãos na China ainda não têm sua própria Bíblia. Os cristãos estão agora pedindo
versões da Bíblia que contenham mais do que apenas o texto da Escritura, como as Bíblias de estudo, Bíblias com concordância e referência, que ainda não são produzidas pela Amity Printing para distribuição em grande quantidade.
Publicado em: janeiro 04, 2008
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