Edward Bloom toda a sua vida contou histórias. Já à beira da morte, o seu
filho Will vai
tentar descobrir a verdade por trás da fantasia, para
conhecer
um pai que nunca entendeu.
É uma história doce, comovente e muito bonita. A marca de
Tim Burton está lá
em certas ambiências e em certas personagens. E são várias as personagens
fascinantes (o gigante, o director de circo, etc) e os locais fantásticos
(como Spectre, a cidade onde ninguém usava sapatos), que povoam o mundo
maravilhoso criado por Ed Bloom. Um mundo que quase desejamos que seja real.
Os momentos finais do
filme são lindíssimos. A cena no hospital, quando o
filho conta a história ao pai e pouco depois a cena do funeral, onde
finalmente a verdade se funde com a fantasia, produzem o desfecho ideal.
Ewan McGregor, não tem aqui um dos seus melhores desempenhos, mas não
destoa. O resto do elenco está todo muito bem, principalmente Albert Finney
como velho Bloom (destaque também para um
Danny de Vito e um
Steve Buscemi fabulosos).
Este filme deve ser visto mais com o coração do que com a razão. Se
estivermos constantemente a tentar peceber até que ponto as histórias de
Bloom são reais ou não, acontecerá o mesmo se virmos um show de magia a
tentar ver onde está o truque. Não conseguiremos descobrir, nem
disfrutaremos do espectáculo. E é isso mesmo que este filme é... mágico.
Publicado em: abril 26, 2007
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