INTRODUÇÃO
A capacidade humana de traduzir graficamente a sua percepção do mundo é reconhecida como uma habilidade universalmente adquirida, e a precursora de todas outras formas de comunicação escrita. Assim a identificação de qualquer artefato primitivo como “o mapa mais velho” se torna uma tarefa difícil.
A história dos mapas é mais antiga que a própria história, é a documentação escrita sobre fatos passados. Vários povos primitivos que embora eles não houvessem alcançado a fase da escrita, desenvolveram a habilidade para traçar mapas. Uma observação geral dos viajantes do mundo, que quando interrogava um nativo a respeito do caminho que conduz a um certo local eles desenhavam no solo um esquema do caminho, acrescentando raminhos ou seixos para marcar o local.
HISTÓRIA DOS MAPAS
O MAPA MAIS ANTIGO
Mapas Babilônicos
O mapa mais antigo conhecido em nossos dias, foi descoberto nas escavações das ruínas da cidade de Ga-Sur, a uns 300 quilômetros ao norte da Babilônia e está atualmente no Museu Semítico da Universidade de Harvard
Encontraram uma placa de barro cozido que representa o vale de um rio certamente o Eufrates com montanhas em cada lado indicadas em formas de escamas de peixe. O rio desemboca por um delta de três braços em um lago ou no mar. O norte, o leste e o oeste estão indicados por círculos com inscrições, isto quer dizer que aqueles mapas, como os da atualidade, foram referidos aos pontos cardeais. A placa é tão pequena que cabe na mão e ainda que esteja rota, parece recente. A nitidez de seus caracteres cuneiformes não dão idéia de sua respeitável idade: 4.500 anos.
Aos babilônios pertencem uma contribuição que ainda se conserva: a divisão do círculo em graus. Estes povos antigos usavam um sistema numérico de base 12, assim como o nosso é de base 10, e tal sistema duodecimal foi o responsável pela divisão atual do círculo em 360° do grau em 60 minutos e do minuto em 60 segundos.
Os bancos fenícios mantinham um comércio que se estendia desde as Ilhas Britânicas até o Mar Vermelho, parece muito provável que os fenícios que deviam grande parte de sua cultura a Babilônia prepararam mapas para as duas diferentes necessidades.
O conceito dos babilônios sobre a forma do universo, era o de uma massa continental, em forma de disco, flutuando no mar com a abóbada do céu por cima e o firmamento sobre tudo isto. Estas idéias foram aceitas pelos gregos e romanos e também pelos israelitas e veio através das Sagradas Escrituras chegou à Europa Cristã na Idade Média.
Mapas Esquimós
Muito foi escrito sobre a habilidade dos esquimós na confecção de mapas. Um desses mapas é o das Ilhas Belcher desenhado a lápis por uma esquimó da baía de Hudson, este trabalho feito por um nativo sem instrução alguma e sem instrumentos para medida coincide de modo surpreendentemente com as melhores cartas hidrográficas atuais da mesma região.
Este mapa é especialmente importante porque a área nele representada atinge milhares de milhas quadradas.
Muitos viajantes podem comprovar que os mapas esquimós foram superiores e outros já confeccionados por homens brancos.
Mapas Índios e Astecas
A habilidade dos índios americanos na confecção de mapas foi sempre muito elogiada, porém na realidade os mapas índios são grosseiros e não chegam nem de longe a perfeição dos mapas esquimós.
Os mapas astecas são muito interessantes, foram conservados em grande número de maneira diferente dos esquimós, os astecas se preocupavam mais em representar os efeitos históricos do que os detalhes topográficos. Os desenhos de rios, bosques, campinas e templos, são totalmente realistas, estes mapas são em geral muito decorativos.
Primeiros mapas chineses
Na cartografia, os chineses tiveram progresso, com tal independência do Ocidente, que mais parecem habitantes de outro planeta. A china já havia sido mapeada com detalhes, antes qualquer europeu lá chegar.
Desde os tempos mais remotos um dos problemas dos governadores e prefeitos era preparar uma completa descrição geográfica de suas terras e águas acompanhados em geral com mapas. Nos arquivos de muitas cidades chinesas foram encontrados mapas antigos e valiosos.
A primeira referência que se fez na literatura chinesa, a um mapa data de 227 a.C. especialmente depois do invento do papel (100 d.C.). Foram confeccionados mapas locais de todas as partes do Leste Imperial. O encarregado da coordenação de muitos mapas locais foi Pei Hsiu, o verdadeiro pai da cartografia chinesa e que viveu entre 224 e 273 d.C. Estes mapas não perduraram até os nossos dias, mas sim os textos que os acompanharam.
Estes mapas que We Pei Hsiu apresentavam certos princípios cartográficos, como:
& middot; divisão retilíneas: quadrículas para localização dos diversos lugares;
· orientação para indicar a direção exata de um local a outro;
· indicação precisa das distâncias;
· indicação dos ângulos; e
· anotação dos ângulos à direita e à esquerda, nas curvas das estradas.
É evidente que os mapas chineses pertencentes a esta época primitiva atingiram certos níveis científicos.
Durante o período seguinte os cartógrafos chineses representavam todo o território, desde a Pérsia até o Japão, é notável o mapa de madeira de Hsich Chang (421-466 d.C.) feito por ponte, província por província, e que é o precursor dos mapas mosaicos. O cartógrafo mais famoso desta época é Chiatan (730-805 d.C.) que fez um mapa de uns 3 metros quadrados, podemos supor que os chineses tinham idéia muito vaga sobre as demais regiões da terra e seria muito interessante se pudéssemos conhecer a concepção deles sobre o Ocidente.
Publicado em: janeiro 30, 2008
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