FRAGMENTAÇÃO DE
ARQUIVOS?
Pense na fragmentação dessa forma: quando se exclui um arquivo sobra um espaço vazio no
disco. Ao se criar um novo arquivo, se este for maior que o que foi excluído, parte deste arquivo ficará neste espaço e o restante ficará em outro espaço vazio. É como se você fizesse uma
massa de cimento para reparo em uma calçada. O objetivo é reparar uma grande porção da calçada (espaço livre deixado por um arquivo excluído). A calçada seria o disco rígido e a massa seria o arquivo.
Agora você termina o reparo da porção descoberta da calçada, mas notou que sobrou mais massa. Pode ser que nesta mesma calçada haja pequenos
buracos para ser tapados (espaços livres), então você aproveita e vai tapando estes buracos (espaços livre no disco) com o resto da massa (partes restantes do
Arquivo), até que se acabe a massa (processo de gravação do arquivo).
Agora imagine um arquivo de vídeo que costuma ocupar centenas de MB espalhado por estes espaços vagos. As cabeças de leitura do disco terão que percorrer todo o disco à procura das partes deste arquivo para montá-lo na memória. Isso resulta em lentidão e desgaste das cabeças.
Então execute a desfragmentação, que irá “juntar” os blocos de arquivos que certamente estão espalhados pelo disco rígido durante os procedimentos de exclusão dos
dados. Por isso que a formatação é a mais recomendada.
Dou mais um exemplo prático da formatação usando a calçada e a massa de cimento.
Imaginem uma calçada com muitos e muitos buracos (como algumas estradas brasileiras. Esta calçada está praticamente um queijo suíço. Pensando no trabalho que teremos em preparar uma porção de massa para tapar estes buracos, porque não fazermos um traço completo de massa e fazemos uma nova
camada de concreto em cima da camada danificada? Assim teríamos até um novo visual, uma calçada novinha!!
A formatação seria o traço de massa (vamos dizer um novo sistema de arquivos), que “limparia” toda a superfície lógica do disco rígido, criando uma “camada” lógica contínua, sem espaços livres descobertos. A formatação também serviria para tentar consertar possíveis setores defeituosos, se existente (buracos profundos da calçada). Por isso, se dispuser de um outro disco rígido ou então um disco dividido em partições, salve seus dados nesta partição e formate o seu disco, que além de ser mais técnico, renova a tabela de sistema de arquivo (FAT16, FAT32, NTFS). O bom desempenho do disco compensará o trabalho.
Publicado em: novembro 30, 2007
Mais críticas sobre www.gmail.com