PRÓLOGO
Minhas apresentações:
Meu nome para os mais íntimos é Cerberus, aquele mesmo das histórias mitológicas gregas que era simbolizado por um horrível cão de três cabeças que tomava conta das portas do Inferno, encarregado de que ninguém entrasse ou saísse vivo de lá.
Sim, sou um
serial killer, mas tenho características próprias, como todo mundo, não sou um perfil de um livro de psiquiatria, perfis estes que vocês terão oportunidade de conhecerum pouquinho. Tenho certeza de que sou um cara interessante, talvez até muitos simpatizem comigo. Não se sintam “culpados” por gostarem de mim. Vou falar um
pouquinho para vocês sobre filosofia, o
pensar sobre a vida, pensar sobre o pensamento. Vou declamar poesias de Fernando Pessoa, o poeta dos poetas. Vou contar historinhas, fábulas de Esopo. Vou tocar músicas para vocês. Vou misturar passado e presente.
Serei
cruel também... muito, mas muito cruel. Escolho minhas vítimas pela internet. Uma das coisas mais interessantes do mundo moderno! Tenho prazer em matar e torturar, meus métodos são praticamente todos medievais, bem antigos. Tenho meus padrões, gosto de seguir métodos, mas no fim, quando olho para toda a cena, sei que me comprazo na dor.
Queria apenas terminar dizendo, quando eu estiver falando difícil, em algum lugar vocês encontraram a explicação, mas quando eu fizer algo inexplicável, aí não tem explicação mesmo! Afinal, se minhas
loucuras tivessem explicação não seriam loucuras (Nietzsche)
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