O dualismo corpo/mente filosófico se reflete na biologia sob a dimensão do homem/meio, e a velha pergunta sobre a influência
do meio na constituição do humano continua em pauta porque as dicotomias estabelecidas no seio do pensamento moderno são diretamente responsáveis pelos crimes ambientais. A concepção de meio como matriz para servir o homem em suas necessidades e fornecimento de campos vastos e inesgotáveis de exploração de riquezas está causando tanto esgotamento, que há necessidade de se pensar em tem termos de pós-industrialização, ou de pós-modernismo que supere o conceito desindependizante do sujeito em relação ao seu meio. Para o fincamento de raízes da nova atitude, não se pode prescindir do processo educacional como esteio de mudanças de longo prazo que reenquadre a percepção de uso da natureza unidimensionalmente mercantilista, à perspectiva sistêmica. Diante dos impactos produzidos por todas as atividades antropomórficas, sabendo-se que a fisiologia do homem não pode ser reduzida à máquina, os ecossistemas vivos também não podem ser contidos dentro da pressuposta previsibilidade da visão de mecanismo de relojoaria. O novo espírito de que se está lidando com sistemas precariamente equilibrados, impactados pelas intervenções humanas em larga escala na natureza, se impõe frente às ameaças por enquanto mais estatísticas do que reais, porém se materializando vertiginosamente antes do final do prazo previsto. Assunto: Educologia - Interação e Meio a
filtragem do mundo-2.1