Antes da radicalização da modernidade, os compositores procuravam expressar nas suas obras o conceito do "belo em si mesmo", não trabalhavam para o seu próprio engrandecimento, mas a serviço de algo maior, de uma noção estética que transcendia ao seu próprio ego. Com o aparecimento do artista sujeito criador e autônomo, dono da sua obra, cairam por terra as convenções determinantes "a priori" da beleza. Em rebeldia, os compositores passaram a desconstruir o que séculos de tradição musical erigiram. Dessa forma implodiram o edifício das
regras harmônicas, ritmicas e passaram a impor as suas próprias regras como afirmação do sujeito perante as convenções sociais. Como resultado, as platéias de música clássica se
afastaram dos experiencialismos que se afastaram da
harmonia e até hoje permanecem reverenciando os autores até o período romântico, enquanto a música do século XX, quase toda ela está banida das salas de concertos porque o público apenas as tolera, não chegando a desenvolver amor pela atonalidade. Pode ser que a nova música do sujeito, em sua ânsia de autonomia, tenha desrespeitado as regras dos receptores orgânicos harmônicos inatos no ser humano. Assunto: Música - Música para Surdos-3
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