A produção intelectual filosófica costuma condenar pura e simplesmente os efeitos daquilo que se antecipa como pós-modernismo. "A história desaparece enquanto o tempo se fragmenta em presentes perpétuos" é a descrição comumente aceita da conceituação da realidade transcorrida nos úteros dos espaços supermodernos dos shopping centers. A
filosofia tem dificuldade em manipular o
sujeito que se amplia/anula através dos dispositivos móveis de comunicação e se apendiciona com tentáculos de silicone. A supermodernidade está implodindo o sujeito autônomo tão caro à modernidade, através do culto à coisa, à iconografia gerada por computador. Então os
corpos se coisificam e se siliconam com próteses simulacradoras de membros para cumprir o ritual da estilização ditada pelo espetáculo multimídia. O sujeito se reduz ao corpo, mas não ao biológico, senão ao cultural que traz a marca das benfeitorias pós-modernas da escultura plástica. Através do esculpimento de corpos os sujeitos renunciam a sua
autonomia e se tornam rodas dentadas da grande máquina de padronização que está erradicando as diferenças físicas acumuladas em milhões de anos de variação fenotípicas. Assunto: Filosofia - Pós-Modernismo
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