Revistando o conceito antigo que afirmava ser a
fotografia o aprisionamento da alma, este conto estabelece contraposições entre o objeto de arte e o registro banal sem qualquer apuro técnico. Com o advento da fotografia
digital e a aparente facilidade de produção, as hordas humanas estão gerando trilhões de terabytes de informações digitais visuais, que no entanto, são destituídas de significado artístico. O
enquadrador se arroga de ter transcendido à condição de mero fotágrafo àquela de enquadrador aprisionador de almas. A sua função vai além de capturar luz, ele enquadra cópias do mundo que continuam mantendo no micromundo bidimensional do fotograma as mesmas características da sua contraparte tridimensional. Qualquer um enquadrado por ele não terá mais o mesmo destino... Assunto: Contos - O Enquadrador-1
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