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Shvoong Home>Internet E Tecnologia>Crítica de Uma brasileira contra o nazismo

Uma brasileira contra o nazismo

Crítica do Web site   por:Miriam Paladina    
ª
 
Aracy de Carvalho Guimarães é a segunda mulher do escritor Guimarães Rosa. Conheceram-se em 1938, e casaram-se,naquele ano também entrava em vigor a circular secreta 1.127, da ditadura do Estado Novo, que restringia, praticamente proibia a entrada de judeus no Brasil. A fuga da perseguição nazista para o Brasil estava impedida. Aracy, modesta funcionária , sem garantia diplomática empenhou-se bravamente em facilitar a vida dos que procuravam o consulado brasileiro, ignorando a circular do governo ditatorial e enfiava entre a papelada que o cônsul-geral devia assinar, diariamente, autorizações para a entrada no Brasil Conseguiu arrancar da pesada burocracia nazista atestados de residência para os fugitivos que, vindos de outras cidades do país, não teriam direito à atenção do Consulado de Hamburgo. 0 Consul Guimarães Rosa sabia desses esforços, apoiava a mulher e por causa disso chegou a ser denunciado `as autoridade nazistas.
Em 1942, quando o Brasil declarou guerra à Alemanha, os funcionários da embaixada ficaram sob custódia por mais de quatro meses, em Baden-Baden, até serem trocados por diplomátas alemães, também sob custódia em nosso país. 0 casal foi morar no Rio de Janeiro e em 1946, Guimarães Rosa publicou Saragana. Dez anos mais tarde publicou ¨Corpo de baile¨ e ¨Grande Sertão - Veredas.
0 casal viveu junto até 1967, ano em que o famoso ecritor faleceu. Viúva, Aracy continuou a proteger os perseguidos, dessa vez perseguidos políticos, duranre a ditadura militar, abrigando em seu apartamento muitos foragidos, entre eles o cantor e compositor Geraldo Vandré. Ela é a única mulher citada no Museu do Holocausto de Jerusalém, como um dos dezoito funcionários diplomáticos, que ao longo da perseguição nazista se empenharam em ajudar judeus fugitivos. Essas e outras informações estão no artigo ¨D, Aracy, o anjo de Hamburgo¨, publicado na edição número 19, ano IV, da ¨R evista 18¨, do Centro de Cultura Judaica de São Paulo, pelo jornalista e cientista político René D. Decal, filho de sobrevivente do Holocausto e esse texto foi escrito por Almyr Gajardani - chefe do Núcleo de Redação de Impresna 0ficial de São Paulo e publicado no Globo 0nline no dia 27 de abril desse ano e eu lí esse texto no site ¨deolhonamidia¨.
Publicado em: 03 maio, 2007   
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