EUA recusam cooperação total, dizem os cientistas nucleares da ÍndiaOs principais cientistas nucleares da Índia alegam
que os EUA têm recusado cooperar com a India como prometido na área de
energia nuclear civil e de maneira como estava acordado entre George W Bush e o Primeiro Ministro indiano Manmohan Singh.Os
cientistas tiveram uma reunião com a direcção da Comissão da Energia Atómica, e denunciaram a pressão que os EUA estão a fazer para a Índia cooperar com os esforços internacional na politica de não-proliferação congruente com os interesses dos EUA.São de opinião que isto vai afectar o programa da defesa estratégica da Índia.Citaram o desinteresse dos EUA em cooperar no reprocessamento de combustível nuclear e enriquecimento de urânio e a recusa de fornecimento de combustível nuclear que tinha sido prometido. A Índia não será aceite como parceira na tecnologia de desenvolvimento, mas somente como estado receptor. Numa sua carta assinada, os ex-directores Comissão da Energia Atómica, Dr H N Sethna, Dr M R Srinivasan, Dr P K Iyengar e outros cientistas principais, declararam que : 'O decreto-lei de Hyde (Secção-109) exige que a Índia colabore com os EUA nos objectivos de não-proliferação nuclear, excedendo as norma de IAEA. Nada disto estava previsto no acordo entre os dois países e é uma inserção e imposição unilateral do EUA, sem o conhecimento do governo da Índia. A lei a ser aprovada pelos Presidente dos EUA requer que o Presidente leve ao conhecimento do Congresso todos os anos se a India está a colaborar inteiramente na política de não-proliferação e a ajudar a conter o Irão neste sentido. Os cientistas declararam que nada disto fazia parte do acordo de 18 de Julho. Quantos ao impacto negativo que a Lei poderá ter no Programa estratégico da defesa da Índia os cientistas referiram às garantias dadas pelo Primeiro Ministro que as armas nucleares fazem parte da segurança nacional e continuarão a ser. Acham que a Lei viola esta garantia. De acordo com a Lei qualquer teste nuclear no futuro implica sanções automáticas e proibição da utilização dos reactores importados provocando graves danos económicos.Dizem também que os EUA não dizem nada na Lei acerca da cooperação com a Índia no sentido de promover um desarmamento universal. Limita-se a repetir todos os tipos de controles para não-proliferação da maneira como interessa aos EUA.O ex-presidente da Junta Controladora da Energia Atómica, Dr A Gopalakrishnan, afirmou: "A Lei é uma negação total das garantias dadas pelo Primeiro Ministro nas Câmaras do Parlamento Indiano : O parlamento deve exigir que o governo da Índia não avance com qualquer exigência dos EUA que não corresponda às garantis dadas aos representantes do povo indiano. Dr A N Prasad, o ex-director de Bhabha Atomic Research Centre, DR Y S RPrasad, ex-presidente e director de Nuclear Power Corporation, Dr Placid Rodriguez, o ex-director de Indira Gandhi Center for Atomic Research participaram na reunião.