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Resumos e revisões curtas

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O E-MAIL AGONIZA?

por : Hermenildo    

Autor : REVISTA INFO Nº272
O E-MAIL AGONIZA?
             Para os adolescentes, já morreu. É pura chateação. A garotada de até 18 anos lida com
o e-mail da mesma forma que o resto da humanidade pós-teen encara o RG e o CPF: como males necessários para tornar as providências burocráticas obrigatórias. Mandar uma mensagem para um adolescente, hoje em dia, é o mesmo que mandar para o Triângulo das Bermudas. Espere a resposta sentado.
            A geração atual tem e-mail para se registrar em sites, receber comunicados da escola, fazer compra online. Como forma de comunicação diária, o correio eletrônico já morreu para ela. Sobrevivem, e prosperam, as mensagens instantâneas, o Orkut e assemelhados, o SMS, o Skype, o IRC, os fóruns.
            Pode anotar: quando chegar ao mercado de trabalho e se espalhar pelas empresas, essa geração vai virar de ponta cabeça os esquemas atuais de comunicação no ambiente de trabalho, fortemente ancorados no e-mail. Confirme as expectativas do que a próxima geração vai aprontar num livro que está para sair, do escritor e guru de negócios canadense Don Tapscott, autor de Wikinomics. Tapscott escreveu Growing Up Digital, nove anos atrás, sobre a ascensão da geração da internet, e vai lançar no fim deste mês Grown Up Digital, sobre como a geração da internet está mudando o mundo para todos.    
           Vi um resumo muito convincente do livro feito pelo próprio  Tapscott. “E-mail é a tecnologia de ontem”, diz ele.
           Não que o e-mail esteja em baixa, numericamente falando. Um bilhão e 300 milhões de pessoas usam e-mail atualmente, segundo o Radicati Group, empresa da Califórnia ultra-especializada em correio eletrônico. As mensagens diárias, calcula o pessoal do Radicati, já chegam a 210 bilhões por dia (aparentemente, há mais spammers que ratos no planeta). Os números atestam a importância que o e-mail ainda tem. Quando se fala em e-mail marketing, então, o apelo do correio eletrônico é obvio, pelo custo baixíssimo e retorno decente. Acompanhe comigo essas estatísticas:
>O e-mail marketing aumenta o conhecimento da marca em 9% durante o lançamento de um produto e dobra as intenções de compra, conforme estudo deste ano da Unilever e do grupo britânico de pesquisas GfK;
>44% de usuários de e-mail dizem que o correio eletrônico já inspirou pelo menos uma compra online e 41%, pelo menos uma compra offline, de acordo com um estudo recente da JupiterResearch, The Social and Portable Inbox.
                A Forrester prevê resultados positivos para campanhas de e-mail até o ano que vem. Depois, vislumbra a analista Julie Katz, os consumidores começarão a ignorar os apelos constantes e barulhentos, obrigando a uma mudança de tática. Um outro estudo da JupiterResearch, sobre viral marketing, aponta que a resposta dos mais jovens a campanhas virais por e-mail já é pior que a dos mais velhos.
              Os sinais de que os melhores dias do e-mail estão contados se multiplicam por toda a parte. E, ao contrario do que se imaginava alguns anos atrás não porque os spammers estragaram o meio de comunicação ideal. É que, para as gerações que vêm por ai, o meio de comunicação ideal é outro: mensagens instantâneas e redes sociais.
REVISTA INFO Nº272. Página 35. Outubro de 2008.
Sandra Carvalho.
Publicado em: janeiro 31, 2009
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