Os efeitos da desatualização Continuar administrando uma empresa hoje, com a mesma visão mercadológica de vinte anos atrás, é caminhar para a descontinuidade. Talvez seja por isso que ultimamente temos presenciado a quebra de muitas empresas tradicionais. Em 1973 Bill Gates percebeu que os micros iriam mudar o futuro, mas ele não embarcou na onda de fabricar micro (invenção). Ele embarcou no desenvolvimento de programas para micros. Uma necessidade gerada pela invenção do micro. Todos sabem que o Bill Gates não inventou o software, sua genialidade foi transformá-lo num produto patenteável e vendável, já que antes era coisa gratuita de acadêmico. Ao desenvolver programas fáceis de usar e de uso geral como o sistema operacional MS Dos, Windows e o pacote de aplicativos Office ele se tornou o único centibilionário da história. Mas, parou aí. Os demais produtos que a empresa lançou não tiveram muito sucesso e a maioria é deficitária para a empresa, como o tocador de MP3 Zune, o videogame Xbox 360, o software de gestão empresarial para pequenas e médias empresas e seu software para os smartphones. No ambiente operacional e de aplicativos populares, seria pouquíssimo provável surgir um competidor convencional que pudesse fazer frente à Microsoft. Mas, surgiu um concorrente não-convencional, os chamados softwares livres, como o Linux, OpenOffice, FireFox, etc. q os desenvolvedores solidários e altruístas ao redor do mundo desenvolveram para liberar a humanidade da necessidade de comprar programas de computador. Essa hipótese era impensável a até bem poucos anos atrás. Mas, se tornou uma realidade e, em alguns poucos anos mais, esses softwares livres deverão abalar seriamente o reinado da Microsoft. Como se isso fosse pouco, a IBM resolveu desenvolver e dar de graça o pacote Lotus Simphony (concorrente do Office), para q os Clientes, ao gastarem menos com a compra de software, possam gastar mais comprando seus hardwares... E isso sem falar q com o aumento brutal das velocidades de conexão com a Internet, está surgindo um novo conceito de utilização dos softwares: o SaaS “Software as a Service”, no português: “Programa como um Serviço”, que nada mais é do que a disponibilização dos programas de computador para serem utilizados na Internet. No momento, a Internet está entrando numa fase que as revistas técnicas já passaram faz tempo, ou seja, a era da 'economia do grátis'. Assim, como as revistas técnicas, que vivem exclusivamente de anúncios (porque se quisessem vender assinaturas sairia mais caro), todos os desenvolvedores de programa já se deram conta de que dá mais dinheiro vender publicidade num site de grande tráfego do que vender o programa propriamente dito. Ademais, quando se vende o programa, perde-se o contato com o cliente. Quando ele entra diariamente no site para trabalhar, a empresa tem ele sob sua ‘alça de mira’ o tempo todo para tentar lhe vender outros bens e serviços. Essa é a idéia do Saas. |
Entrando no site do Google Docs o indivíduo encontra um processador de texto, uma planilha eletrônica, um programa para apresentação de slides, etc. e tudo isso pode ficar armazenado online ou pode ser baixado ou enviado por e-mail. O Yahoo não deixou por menos e já lançou grátis o Zimbra para substituir o Outlook da Microsoft. Para não ficar para trás, em 2008 estará no ar o Live Workspaces da Microsoft, que integra os programas do pacote Office com a Internet. Entre os novos sites de 2008, e que podem ser utilizados grátis, o que promete fazer mais barulho é o Google Knol (abreviatura da palavra 'knowledge', que significa conhecimento em inglês). Trata-se de uma enciclopédia aberta em que qualquer pessoa poderá colaborar. Exatamente como a Wikipedia, mas com uma grande diferença - na Google Knol, não será possível fazer edições e contribuições de forma anônima. Obviamente, com as enciclopédias Wikipedia e o Google Knol grátis na rede, quem irá comprar uma enciclopédia tradicional? Ou seja, essas novas idéias poderão matar aqueles editores tradicionais de enciclopédias. Em bem pouco tempo, o usuário comum não precisará mais estar comprando programas de computador, porque além dos ofertados gratuitamente que ele poderá baixar livremente, também poderá usá-los online para, dessa forma, não precisar ter que gastar muito com um computador grande. Ou seja, o mundo do software está atravessando uma mudança fundamental. O que antes era grátis e depois, por obra do Bill Gates, vendido numa caixa e instalado em cada computador, agora funciona remotamente, na grande nuvem da Internet. Por mais paradoxal que possa parecer, o software nasceu livre, e está voltando novamente a ser livre. E isso poderá acabar com a Microsoft, caso ela não consiga comprar alguma empresa com tecnologia diferente da dela (o Yahoo é uma esperança). O resultado dessa concorrência não-convencional de softwares já começa a se fazer sentir. Em 2005, numa das mais vultosas quedas dos últimos anos, as ações da Microsoft voltaram ao patamar em que estavam sete anos atrás. Dessa forma, ou a Microsoft se reinventa logo, lançando produtos e serviços inéditos não associados ao seu passado histórico como o fez a Apple, ou poderá até mesmo desaparece
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