Quando o Second Life surgiu no mercado brasileiro, foi
vendido como uma segunda vida digital onde é possível replicar no
metaverso atividades corriqueiras, como dormir, namorar, fazer amigos e ver filmes.
Assim como a vida real, o Second Life
brasil também permitia
investimentos de
empresários que viam uma boa oportunidade de se aproximar de potenciais
clientes em uma nova mídia.
Toda mídia, no entanto, seja ela uma revista de papel ou um metaverso digital,
pressupõe massa crítica para criar um retorno financeiro que justifique um
investimento de mais de três milhões de reais, cifra calculada por envolvidos
no setor consultados pelo IDG Now!
Não é o caso do Second Life Brasil. A explosão inicial
de usuários, incitada pela febre de cobertura da imprensa, não se sustentou
pelos
meses seguintes, levando o número de internautas ativos da
rede de 164
mil em maio para menos de 50 mil em outubro, segundo
dados do IBOPE//NetRatings.
Pouco menos de um ano após sua inauguração pela parceria entre Kaizen e iG, o
Second Life Brasil passa por um ajuste interno em uma espécie de adolescência
para o metaverso no mercado brasileiro.
A
maturidade vem representada tanto pelo crescimento lento e gradual de
usuários como pela substituição dos empreendimentos, antes abertos aos montes
com prédios suntuosos, a estratégias de médio prazo centradas no conteúdo.
Estaria o Second Life Brasil morto para investimentos 11 meses após sua
inauguração? A resposta negativa é quase unânime e remete ao nascimento de
outra mídia experimentada exaustivamente antes da sua maturidade financeira: a
própria internet comercial
Publicado em: março 13, 2008
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