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Harold Bloom é provavelmente o crítico literário mais influente da atualidade, principalmente sobre Shakespeare. É
inimigo declarado das várias vertentes do multiculturalismo e prega que a literatura é uma atividade de paixão. É exatamente essa paixão que ele quer inspirar nos leitores de seu Como e por que ler (Trad. José Roberto O’Shea. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. 276 p.), mais uma obra sua que lida com a literatura canônica – aquela dos grandes mestres de todos os tempos. Parte, assim, de obras célebres da chamada literatura universal, para dar sua visão original sobre o processo de criação ficcional.
Um dos aspectos que mais tem chamado a atenção nessa obra é a pulsão prescritiva do autor para se alcançar o máximo prazer na leitura, para o quê oferece os conselhos (quase leis), tais como: não desperdiçar energia, fazendo leituras sem critério, não abandonar o conteúdo irônico da literatura, não impor suas preferências aos outros e partir do pressuposto de que a satisfação e o prazer devem ser o objetivo central do leitor em contato com qualquer obra. Ele se utiliza de poemas, peças de teatro, romances e contos de autores celebrados para ilustrar essa relação afetiva leitor-texto. Em suma, Harold Bloom quer dizer: pegue um bom livro, envolva-se na leitura e deixe que os críticos e teóricos discutam. Mais emoção e menos razão no ato de ler.
Publicado em: outubro 31, 2009
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