O Erro de Einstein e suas consequências na Cosmologia actual - Resumo do livro “Mais Rápido que a Luz” de João Magueijo - Albert
Einstein viveu numa época em que imperava com bastante acuidade, o fundamento religioso de que Deus terá criado o Universo e assim permaneceria para todo o sempre. Daqui que, quando em 1915 Einstein concluiu a
Teoria da Relatividade Generalizada , a qual incorpora a
gravidade, teve certamente
uma surpresa imediata e desagradável – o Universo não era estático.
Cedo, Einstein deparou-se com este seu problema porque a gravidade é sempre atractiva, e como tal, o Universo, para ter as dimensões que hoje tem, teria de ter nascido duma explosão monumental – o
Big Bang , o qual, por força da gravidade atractiva, esta expansão seria travada, seguindo-se uma contracção até ao chamado Big Crunch. Daqui que o Universo ou estava em expansão ou estava em contracção. Mas Einstein não queria admitir um Universo em movimento. Ele teria que permanecer tal como Deus o criou. Foi este preconceito que levou ao
Erro de Einstein .
Assim, se o Universo é estático, deverá haver uma força que contrarie a atracção gravítica e esta só poderia estar no vácuo ou no “nada”, espaço que permeia toda a matéria. Se a gravidade depende da massa e da pressão a que qualquer corpo está sujeito, então o vácuo deverá ser uma fonte poderosíssima de energia, a qual deve gerar uma força repulsiva. Tal deverá ser uma pressão de sinal contrário, ou seja, o vácuo terá de estar sujeito a uma tensão fantástica e não pressão, ao ponto de ultrapassar o efeito da própria massa e gerar uma gravidade repulsiva. Este efeito definido por Einstein com a letra grega lambda, é hoje chamado de
Constante Cosmológica . Bastou então a Einstein calcular o valor desta constante repulsiva que compensasse a atracção gravítica e “Eureka”, o Universo afinal é estático.
Mais tarde, Alexander Friedmann, provou por cálculos matemáticos precisos, que a Teoria Geral da Relatividade levava a um
Universo em expansão de três modos possíveis. Em 1922, publicou tudo isto numa revista alemã, tendo Einstein sido obrigado a assumir a constante cosmológica, como o maior erro da sua vida. As previsões calculadas por Friedmann vieram depois a ser reforçadas pelas observações de Hubble, as quais demonstraram que os corpos celestes se estavam a afastar, e portanto o Universo se expandia.
Para finalizar, diga-se apenas, que tanto os cálculos de Friedmann como as observações de Hubble derrubaram o Universo estático, mas a constante cosmológica, tenha ela o valor que tiver, permanece nos dias de hoje, ao ponto da referida força repulsiva estar sempre presente nos estudos da actual comunidade científica.
Já agora, interroga-se o autor do presente resumo, se esta constante cosmológica não será efeito da tão célebre
matéria negra que não se vê, mas que é percebida a sua existência, e que já é aceite como a componente primordial que impregna o Mundo em que vivemos. .
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