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Cavaleiro DE SÃO JORGE (folclore brasileiro 8)
style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;">Saul Martins
É o congadeiro montado. Foi o mais soberbo representante da Irmandade até ao final dos anos 60. Com a falta de cavalos, devido ao acelerado ritmo de mudanças, os cavaleiros de São Jorge entraram em decadência. Hoje restam só fragmentos de duas guardas, que outrora alcançaram grande prestígio: a do Bairro Gameleira, nesta Capital, e a da vizinha cidade de Raposos. Sem dúvida, agora marcham céleres para a extinção, a não ser que aconteça algo a favor delas, como por exemplo, o apoio de um animador oficial ou pessoa de recursos, interessada. Se tal ocorresse, aquelas guardas até que poderiam se reabilitar e multiplicar. Tomara Deus!
O problema das montadas, quem sabe poderia ser resolvido pela Polícia Militar, emprestando-as para a apresentação? Sim, a gloriosa Corporação nunca faltou ao povo mineiro. E cultura é também uma questão de segurança.
O figurante usa capacete romano, assim como o de seu patrono, e ornamenta-se com uma capa vermelha, de cetim. A mão direita, conduz a lança, enquanto a esquerda é livre para segurar a rédea e governar a alimária.
O rosário é preso à cintura, sobre o cós da calça.
A função dos cavaleiros, no conjunto, é decorativa, apenas visual, é de pompa, grandeza. Incorporados ao cortejo, na rua, seguem o moçambique ou o catopê.
Comanda a guarda um centurião, que representa São Jorge.
Referência:
MARTINS, Saul. Congado: Família de sete irmãos. Belo Horizonte, SESC, 1988. p.43.